Galeria Sete transforma arte independente em experiência cultural no Mercado Novo
O Mercado Novo, local que celebra a riqueza cultural, a pluralidade e a autenticidade, foi o espaço considerado ideal para a instalação da Galeria Sete, um coletivo que reúne oito artistas em Belo Horizonte. Localizada no terceiro piso do empreendimento, a Galeria Sete é um espaço independente voltado à arte contemporânea, aos processos experimentais e à aproximação entre produção artística, território urbano e experiência cultural.
Favorecida pelo alto fluxo de turistas, visitantes locais e pela atmosfera cultural, a Galeria passará a contar, a partir de 6 de junho, com o Studio Sete, um ateliê expandido e núcleo de experimentação artística. Por ser também um fomento ao turismo de experiência, a Galeria passou a integrar o projeto “Menuuh” e vai oferecer oficinas para turistas.
O artista e sócio da Galeria Sete, Betho Freitas, explica que o Studio Sete tem a proposta de ampliar a atuação da galeria.
“O Studio Sete amplia a atuação da galeria por meio de oficinas, processos colaborativos, ações educativas e experiências voltadas ao turismo cultural e à formação em arte contemporânea. Além das exposições e ações formativas, o espaço funciona como ponto permanente de circulação e comercialização de obras autorais, aproximando o público da produção artística independente realizada em Belo Horizonte”.
Freitas explica ainda que a Galeria Sete se destaca pela gestão colaborativa entre os artistas, o que favorece a geração de receita para os envolvidos e também o acesso ao mercado. A iniciativa contrasta com as galerias tradicionais, que, em sua maioria, têm custo elevado, o que dificulta o acesso.
“Somos oito artistas e sócios, dividimos os custos de aluguel, manutenção e funcionário. Nos revezamos para comercializar as próprias obras, sem a intermediação tradicional de curadores que cobram altas taxas. Essa estrutura, que funciona como um “coworking” artístico, permite que nós, artistas, tenhamos maior autonomia e controle sobre o trabalho e as vendas, garantindo que o lucro seja integralmente revertido para quem produziu”.
Além de Betho Freitas, a galeria é formada por mais sete artistas residentes: Audrey Schiavon, Heloísa Prado, Lili Zaramela, Lorena Mascarenhas, Marcos Esteves, Michel Salazar e Rodrigo Santto.
As obras produzidas e comercializadas no espaço mostram as trajetórias, linguagens e processos criativos de cada artista. Há uma diversidade de manifestações, incluindo pinturas de vários estilos, cerâmicas decorativas e utilitárias, materiais ressignificados, esculturas, entre outras.
A iniciativa vem se consolidando como referência e importante ferramenta para tornar a arte mais acessível à população. Além disso, tem sido um estímulo ao turismo de experiência. Diante do potencial, a Galeria Sete passou a integrar o “Menuuh”, iniciativa apoiada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Minas) e pela Belotur. Freitas explica que o programa busca desenvolver experiências culturais e turísticas inovadoras conectadas à identidade local, aproximando visitantes de processos ligados à arte, gastronomia, cultura e criação.
“Este projeto foi inicialmente aplicado no Norte de Minas e agora está sendo implementado em Belo Horizonte. A Galeria Sete é a única galeria de arte selecionada para participar. Nós vamos oferecer oficinas rápidas para os turistas, com cada artista ensinando uma técnica em no máximo duas horas. O Sebrae e a Belotur organizarão as visitas e os turistas poderão escolher as oficinas por meio de um catálogo”.
A expectativa é que as oficinas comecem até o início de 2027. No momento, o projeto para inclusão da Galeria no “Menuuh” está na fase de precificação e padronização das oficinas. Com a iniciativa, a expectativa é aumentar o público visitante no Mercado Novo e promover uma maior divulgação do espaço e da variedade de estilos artísticos oferecidos.
Como funciona o modelo da Galeria Sete
• Gestão compartilhada entre oito artistas
• Divisão de custos de aluguel e manutenção
• Comercialização direta das obras
• Menor dependência de intermediação tradicional
• Atuação inspirada em modelo de coworking artístico
• Oficinas e ações educativas abertas ao público
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