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Grupo Seu Elias investe em expansão e projeta faturar R$ 60 milhões em 2026

Ecossistema criado em Minas Gerais há 13 anos prevê crescimento de 15,6% em comparação a 2025, com três novas barbearias neste ano, e amplia receitas com educação empreendedora, franquias e linha cosméticos
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Grupo Seu Elias investe em expansão e projeta faturar R$ 60 milhões em 2026
Divulgação/Grupo Seu Elias

Ecossistema que integra serviços de barbearia, franquias, universidade com educação empreendedora e marca própria de cosméticos, o Grupo Seu Elias projeta fechar 2026 com faturamento estimado em R$ 60 milhões. A receita prevista equivale a um crescimento de 15,6% em comparação ao montante faturado no ano passado (R$ 51,9 milhões).

Segundo o fundador da marca, o empresário Elias Torres, a expectativa positiva é justificada pela inauguração, ainda este ano, de três novas barbearias: duas em São Paulo, com aporte de cerca de R$ 2,5 milhões, e uma em Belo Horizonte, cujo endereço ainda está em definição. O investimento da unidade mineira é calculado entre R$ 500 mil e R$ 800 mil.

Atualmente, o grupo, com origem em Minas Gerais, conta com 12 barbearias, dez delas na capital mineira e duas em São Paulo. Juntas elas fazem mais de 11 mil atendimentos mensais. Apesar de serem o pilar estruturante do negócio, reunindo mais de 90 barbeiros, hoje a companhia tem outros braços de atuação, entre eles o educacional.

“Nós temos uma universidade do barbeiro, a Barber Day University. E dentro dela, temos vários cursos de especialização. Ela começou em Belo Horizonte, em uma estrutura de 130 metros quadrados. Depois nós a trouxemos para um espaço de 500 metros quadrados em São Paulo, no Alphaville. E agora, entre o final de 2025 e início de 2026, ela dobrou de tamanho”, conta o executivo. A ampliação, conforme o Torres, também é uma das responsáveis pela projeção de crescimento das receitas para este ano.

Na escola, considerada, segundo o empresário, a primeira universidade de barbearias do mundo, são oferecidas formações técnicas na área, além de gestão financeira, liderança, marketing e vendas. “Nós temos ainda formações em visagismo, tendência muito forte para o profissional que quer aprender a cortar o cabelo de acordo com cada tipo de rosto”, completa.

Universidade se torna principal fonte de receitas

A companhia também estruturou uma mentoria com duração média de 12 meses, direcionada a empresários que buscam replicar seu modelo de gestão, com foco em padronização operacional, expansão e construção de marca.

“O nosso propósito não é apenas formar barbeiros, mas estruturar empresários. O mercado amadureceu e exige gestão profissional. Por isso, ensinamos modelo de negócio, mentalidade e organização financeira”, afirma Elias Torres.

Segundo ele, o projeto acumula cases de crescimento: há registros de empreendedores que chegaram a quintuplicar seus negócios a partir dos aprendizados obtidos na consultoria. “Desde 2014, quando começamos com esta iniciativa, já formamos mais de 100 mil alunos em nossos produtos educacionais”, conta.

A força do projeto se reflete nos números: em 2025 a Barber Day University, de acordo com Torres, correspondeu a 46,24% (R$ 24 milhões) do faturamento da rede. Para este ano a projeção é que somente o sistema educacional da marca arrecade R$ 25 milhões, mantendo a maior fatia das receitas do grupo.

Marca amplia atuação com linha de cosméticos e conferência nacional

O Grupo Elias Torres conta ainda com a Baboon, marca de cosméticos masculinos que nasceu em 2017. A fábrica fica em um galpão de 300 metros quadrados em Belo Horizonte, com produção terceirizada.

A marca também organiza uma conferência anual do segmento de barbearias, em São Paulo, a Barber Day Conference. A próxima edição, marcada para agosto, tem expectativa de reunir quatro mil barbeiros.

Grupo almeja R$ 100 milhões em receitas até 2029

Apesar da presença consolidada no mercado há 13 anos, o executivo afirma que um dos maiores desafios do conjunto de empresas é manter o ritmo de crescimento e a referência no mercado.

“Um desafio que, às vezes, a gente acaba enfrentando é expandir novas frentes com capital próprio. Então, sempre trabalhamos com suporte financeiro do banco. Eu falo isso com muito orgulho, com muita tranquilidade. O grupo hoje não tem nenhum sócio investidor”, diz.

Elias Torres revela ainda que a entrada no mercado de franquias, em 2022 – atualmente cinco das 12 lojas da marca operam no modelo, além das três que serão inauguradas este ano – veio, principalmente, para reter talentos.

“Às vezes quando o colaborador quer sair da unidade, a gente acaba fazendo uma proposta para que ele seja um franqueado. Dessa forma ele não se torna um concorrente, mas um parceiro da marca”, relata.

Por fim, o empresário acrescenta que a meta do grupo é atingir, até 2029, um faturamento anual de R$ 100 milhões. “Criamos, em dezembro do ano passado, um grupo de empresários que não são do setor de barbearias. Ou seja, esse é mais um produto para dentro do ecossistema”, diz. A proposta da nova frente de trabalho é mostrar a esses profissionais como eles podem criar negócios similares aos de Torres, que englobem cursos e outros braços inerentes às suas áreas de atuação.

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