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Coronavírus livre Negócios
No Mater Dei, as pessoas têm a temperatura medida assim que chegam ao hospital | Crédito: Divulgação

Símbolos maiores da esperança da população mundial, os hospitais não foram impactados pela pandemia causada pelo novo coronavírus apenas pela demanda de pacientes que cresceu exponencialmente.

Reorganizar fluxo de pacientes e equipes, reforçar protocolos de segurança e higiene, enfrentar verdadeiros leilões em mercados internacionais por insumos que tiveram os preços majorados inescrupulosamente, passou a fazer parte da rotina de um dia para o outro.

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Tudo isso sem perder a calma e gerenciando uma doença pouco conhecida e que já infectou mais de 4 milhões de pessoas no mundo.

Todos esses esforços, claro, resultaram em novos custos diretos com a compra de equipamentos e insumos, além de outros menos percebidos por quem não participa da cadeia produtiva, como contratações não previstas, remodelagem de estruturas para home office e logística para proteger os profissionais envolvidos, sem contar as horas gastas em planejamento.

O verbo planejar tomou outra dimensão em tempos de Covid-19. O acompanhamento dos dados estatísticos internos e externos, sempre rigoroso, passou a ser quase minuto a minuto.

O avanço da doença pelo mundo é o parâmetro para as ações que precisam ser cada vez mais rápidas e assertivas a fim de proteger os doentes e também os negócios.

Enquanto a rede pública se dedica a empurrar o estrangulamento para frente, a rede privada sabe que também será pressionada e toma a frente de ações conjuntas e se mobiliza para atender amplamente, trabalhando em prol do seu público e de toda a sociedade.

O Covid-19 pegou o mundo desarmado, disse Salvador | Crédito: Divulgação

Planejamento – Na Rede Mater Dei de Saúde o planejamento começou muito antes da doença chegar ao Brasil. De acordo com o presidente, Henrique Salvador, as dúvidas sobre o comportamento do novo coronavírus e a velocidade de avanço da doença, que levou ao desencadeamento de uma crise econômica, gerou uma série de questionamentos, inclusive sobre o sistema de saúde mundial.

“O Covid-19 pegou o mundo desarmado. Por mais conectado que o mundo esteja, apesar disso, os países não tiveram como se organizar suficientemente. A China pode ter demorado a soltar as informações, mas, por outro lado, conseguiu controlar mais rápido que outros países. A doença se espalhou sem vacina, sem um medicamento e está colocando à prova todos os serviços de saúde do mundo, gerando um impacto econômico poucas vezes visto e que pode levar à depressão econômica. Isso nos faz refletir por muitas questões, especialmente sobre a estrutura de serviços de saúde pelo mundo. Essa não será a última pandemia que teremos. Devemos entender que o bem mais importante é a saúde. Sem ela nada mais faz sentido. O não investimento em saúde passa a ser um contrassenso”, explica Salvador.

Na última semana a rede, com o objetivo de fortalecer o enfrentamento ao novo coronavírus, implantou a aferição de temperatura nos acessos às unidades hospitalares.

Todas as pessoas que acessarem o Mater Dei Santo Agostinho, o Mater Dei Contorno e o Mater Dei Betim-Contagem (na Região Metropolitana de Belo Horizonte) têm a temperatura corporal medida pela equipe assistencial e de portaria e encaminhada para o serviço de saúde caso indicado.

“Os hospitais, em geral, tiveram que se adaptar de maneira muito intensa. Os procedimentos foram modificados desde os protocolos mais básicos até a rotina da gestão do negócio, que precisa continuar. Primeiro instalamos uma mesa de crise para cuidarmos do dia a dia. E também o comitê no pós-crise para não comprometer os projetos de médio prazo. A obra do nosso hospital em Salvador (BA), por exemplo, continua. Antecipamos o projeto de saúde corporativa – oferecido dentro das empresas – com medicina do trabalho. Nossas plataformas de monitoramento a distância – de pacientes diabéticos, cardiopatas, gestantes de risco, entre outros – foi fortalecido. Investimos em tecnologia e pessoal para capacitar o nosso atendimento através da telemedicina”, pontua o presidente da rede Mater Dei.

Ao mesmo tempo, a instituição buscou renegociar contratos com fornecedores, antecipar recebíveis e reduzir estoques. A dependência mundial de insumos importados da China, especialmente equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas e máscaras, que tiveram o volume de uso triplicado na rede, levou ao aumento de custos e a busca de alternativas locais. Para enfrentar, em parte, a crise de escassez dos EPIs, o Mater Dei contratou costureiras e comprou máquinas de costura, reativando a indústria de confecção no Barro Preto (região Central) para fazer os capotes médicos.

“Tivemos uma surpresa desagradável ao verificar a dependência da indústria do mundo em relação à China e com os episódios de confisco em aeroportos da Europa e Estados Unidos. Isso coloca em xeque algumas coisas como a globalização. Ao mesmo tempo, tudo que está acontecendo é uma oportunidade para que a indústria brasileira se movimente. Aqui em Minas existem projetos, inclusive, os quais fazemos parte na etapa de validação dos produtos produzidos. Precisamos garantir os EPIs para nossos profissionais. A indústria mineira vem ocupando esse espaço”, destaca.

Linha de frente – No enfrentamento mais direto à pandemia, a rede disponibilizou quatro andares da unidade de Betim, com 120 leitos para atendimento de pacientes provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Um lado positivo nisso tudo é o exercício da solidariedade. São hospitais de campanha sendo montados com ajuda de redes particulares; empresas de diferentes setores se unindo para a produção de EPIs, por exemplo. Percebemos uma mobilização da sociedade muito grande. Essa foi uma doença que entrou no Brasil pelas classes A e B e impactou o noticiário, fazendo com as pessoas se sensibilizassem e mobilizarem”, avalia Salvador.

Nosso objetivo é conter a pandemia, afirmou Samuel Flam | Crédito: Divulgação

A Unimed-BH também está expandindo o número de leitos de internação e de terapia intensiva na sua rede própria. A previsão é implantar 50 novos leitos de UTIs adulto, 10 novos leitos de UTI pediátrica e 160 novos leitos de internação. A estratégia é reforçar a infraestrutura de atendimento.

Para a implantação desses leitos e reforço da rede própria, a Unimed-BH reativou o Hospital Betim Centro e transformou o Centro de Promoção da Saúde – Unidade Pedro I (na região de Venda Nova) em uma Unidade Hospitalar. Os 60 novos leitos de UTIs são distribuídos dentro das unidades próprias da rede e os 160 leitos de internação serão distribuídos entre o Hospital Betim Centro e a nova unidade da Pedro I.

“Nosso objetivo neste momento é concentrar os nossos esforços em conter a pandemia do novo coronavírus, oferecer o melhor serviço aos nossos clientes e trazer segurança às nossas equipes. Também estamos nos organizando para contratar mais profissionais de saúde, adquirir equipamentos e insumos”, afirma o diretor-presidente da Unimed-BH, Samuel Flam.

Ações valorizam equipes de enfermagem

O Brasil conta hoje com mais de 2 milhões de profissionais de enfermagem, segundo dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). São auxiliares, técnicos e enfermeiros que atuam contra o Covid-19.

Diante da pandemia, a Unimed-BH tem reforçado suas ações para garantir segurança a esses profissionais que cuidam integralmente dos pacientes com esta e outras doenças.

A cooperativa tem ministrado diversos treinamentos e tem oferecido serviço de acolhimento psicológico para seus colaboradores, desde enfermeiros e outros profissionais da assistência. Além disso, contratou diversos profissionais e aumentou seu time de enfermagem para atuar na expansão do número de leitos da rede própria.

A Unimed-BH tem como premissa a utilização de rigorosos protocolos de saúde e higiene. Entre os treinamentos ministrados, foram tratados temas como paramentação e desparamentação dos equipamentos de proteção individual (EPIs); higienização das mãos; manuseio de ventiladores mecânicos; manejo de pacientes infectados; treinamentos específicos para as equipes das ambulâncias; trilha de treinamento de enfermagem para os recém-contratados; entre outras iniciativas. Todas as ações foram disponibilizadas em vídeos educativos e webinares e contam ainda com apoio presencial da área de Segurança do Trabalho.

Para a Unimed-BH, o cuidado com a saúde mental também é essencial neste momento. Desde que foi decretada a pandemia no Brasil, a cooperativa passou a oferecer serviços de acolhimento psicológico para as equipes assistenciais, que acontece em duas modalidades.

Cada unidade assistencial da rede própria da Unimed-BH passou a contar com um psicólogo exclusivo, que faz o acolhimento aos enfermeiros e outros profissionais da assistência. Os encontros são presenciais e acontecem nas próprias unidades. Já a segunda, é o atendimento psicológico realizado por teleatendimento. O serviço é gratuito e é ofertado não só para os colaboradores das unidades assistenciais, mas também para a equipe do administrativo que está em home office, bem como para os dependentes diretos dos colaboradores.

O atendimento está disponível 24 horas, todos os dias da semana. A ligação pode ser feita de qualquer lugar, no horário que for mais conveniente, sempre que o colaborador ou dependente precisar.

De acordo com a supervisora de enfermagem da unidade de internação do Hospital Unimed-Unidade Contorno, Pollyanna de Fátima Cordeiro Silva, todo esse cuidado é essencial para dar segurança aos profissionais e para a realização do trabalho da melhor forma. Atualmente, ela é responsável por uma equipe que atua com pacientes internados com suspeita e confirmados de Covid-19.

“Estamos enfrentando uma situação muito desafiadora, que requer um preparo técnico e psicológico. Nesse sentido, tanto o treinamento quanto o acolhimento psicológico direcionado aos profissionais da linha de frente estão sendo fundamentais neste período. A equipe de enfermeiros, técnicos e auxiliares se sentiu acolhida e amparada pela Unimed-BH, conseguindo realizar seu trabalho com segurança e cuidado, oferecendo o melhor atendimento ao paciente”, afirma a supervisora.

A valorização dos profissionais de enfermagem foi marcada na semana em que se comemora a Semana da Enfermagem, de 12 a 15 de maio. A campanha reforça o cuidado da cooperativa com a equipe e contou com diversas ações de homenagem.

Ampliação do quadro de profissionais – Outra medida da Unimed-BH foi a expansão do quadro de profissionais da área da saúde. A cooperativa contratou 350 profissionais para os cargos de enfermeiro, técnico de enfermagem, dentre outras funções técnicas.

Esses profissionais já estão atuando nas unidades da rede própria, que também estão recebendo reforço com mais de 200 novos leitos, tanto de UTI quanto de internação. (Da Redação)

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