Irani avalia construir fábrica de embalagens no Sul de Minas com capacidade de 120 mil toneladas por ano
O Sul de Minas Gerais pode receber uma fábrica de embalagens sustentáveis (papelão ondulado) da Irani Papel e Embalagem, com capacidade de conversão de 120 mil toneladas (t) por ano. A região mineira é uma das duas opções que a companhia avalia para erguer a unidade. O sudeste de São Paulo surge como a outra alternativa em análise.
A intenção do projeto foi anunciada em fato relevante na última quarta-feira (27) e aprofundada durante o Irani Day 2026, realizado no dia seguinte (28).
Atualmente, a empresa possui duas plantas focadas em embalagens. As operações ficam em Vargem Bonita, no interior de Santa Catarina, e em Indaiatuba, no interior paulista.
A construção da terceira fábrica é analisada no âmbito da Plataforma Neos, novo ciclo de investimentos da Irani, que tem como objetivo dobrar a participação da companhia no mercado nacional de papelão ondulado até 2034, saltando de cerca de 4% para 8%. Neste mesmo plano de expansão, outros dois projetos estão em avaliação.
O primeiro trata da implantação de uma quarta unidade de embalagens sustentáveis, com capacidade de conversão de 120 mil t anuais, em localidade ainda a ser definida.
O segundo diz respeito à instalação de uma máquina de papel reciclado, voltada à produção de papéis rígidos para conversão em papelão ondulado, com capacidade de 132 mil t/ano. A estrutura deve ser instalada no mesmo local da futura fábrica de embalagens a ser construída no Sul de Minas ou no sudeste de São Paulo, formando uma operação integrada.
As iniciativas associadas à Plataforma Neos se encontram em fase de estudos e estruturação, sem deliberações, até o momento, sobre implantação, montante de investimento e cronograma de obras. Até o fim de 2026, a diretoria da Irani pretende submeter ao Conselho de Administração proposta relacionada à implantação de uma das novas fábricas de papelão ondulado, para apreciação e aprovação.
Embora o projeto ainda esteja em processo de definição, estima-se que a planta de embalagens sustentáveis no Sul de Minas ou no sudeste paulista entre em funcionamento no quarto trimestre de 2029. Já a máquina de papel reciclado está prevista para ser instalada apenas após a construção das duas fábricas de papelão ondulado, para que a companhia avance de forma consistente na expansão de mercado, com ganho de participação orgânica que sustentará, na etapa seguinte, o novo maquinário para produção de papéis rígidos.
No evento com investidores, o diretor-presidente da Irani, Odivan Cargnin, afirmou que os estudos da empresa apontam que a região mineira e a de São Paulo oferecem as condições ideais para a próxima unidade de papel ondulado da companhia. “Tem proximidade com mercado consumidor e com fornecedores e tem força de trabalho para colocarmos a fábrica”, sublinhou. “Estamos prevendo a possibilidade de instalar a máquina de papel no mesmo site para que, ao final do ciclo, a operação fique integrada”, pontuou.
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