Mania desse outono castigado pela pandemia, as lives se tornaram um segmento rentável e prometem gerar bons negócios no “Novo Normal”, inclusive, de quem não era uma startup, mas tem a tecnologia e a inovação como base do trabalho.

A Central dos Eventos, empresa do segmento de tecnologia e soluções para a área de eventos, sediada em Belo Horizonte, há 17 anos no mercado, viu uma oportunidade de continuar atuando enquanto as aglomerações de pessoas estão proibidas. Ao lançar a plataforma Central dos Eventos Live, a empresa abriu espaço para artistas de diferentes segmentos continuarem se apresentando e ainda descobriu um novo modelo de negócios.

De acordo com um dos sócios da Central de Eventos, Júlio Ramos, o sucesso dos eventos pelo mundo mostrou um novo caminho, porém as constantes mudanças nas regras da principal plataforma de vídeos internacional têm complicado a vida dos artistas.

“Como uma empresa de tecnologia, já tínhamos um caminho facilitado, mas ter uma plataforma de lives não estava nos nossos planos. Logo no início da pandemia, os artistas faziam apresentações on-line para estar em contato com o público e promover ações solidárias. Com o passar do tempo, para muitos deles, foi a saída para continuar faturando e, assim, manter as equipes ativas e remuneradas. Em meio a tudo isso, muitos nos procuraram em busca de uma ferramenta que atendesse às necessidades das apresentações e que não fosse tão cara. Foi assim que surgiu a Central de Eventos Lives”, explica Ramos.

Pensada primeiramente para abrigar apresentações artísticas, a plataforma pode ser usada para a veiculação de outros tipos de conteúdo, como cursos e palestras, por exemplo. A remuneração é calculada sobre a arrecadação do evento, a uma taxa de 20%.

Uma característica da plataforma Central dos Eventos Live é a personalização. Nela é possível inserir a marca da empresa, banda ou qualquer outra iniciativa na página. Para quem vai transmitir, é possível ter acesso aos números de acesso simultâneos e totais, além de ter a segurança de que são dados reais, já que um complexo sistema de segurança foi desenvolvido para impossibilitar a criação de páginas que poderiam piratear a live.

A interação com o público é garantida por meio da ferramenta de chat ao vivo. Se a transmissão ao vivo tiver caráter solidário, é possível fazer doações por meio da própria plataforma.

“Acredito que, no futuro, os eventos híbridos vão ser comuns, com a transmissão ao vivo de shows com plateia. Assim vamos atender quem quer e pode estar presente, aproveitando a apresentação no local e também um público que por um motivo ou outro, não consegue estar presente fisicamente. Isso pode ajudar para que muitos artistas e, até mesmo, produtores de outros tipos de conteúdo, alcancem um público que não estava no seu radar”, analisa o sócio da Central de Eventos.