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Negócios

“Mercado da saudade” é oportunidade para empreender no exterior

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Crédito: Divulgação

Você sabe o que é “mercado da saudade”? Este nicho surgiu para suprir a falta que alguns produtos e serviços nacionais fazem para quem vai morar noutro País. E público não falta.

Em 2016, por exemplo, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) estimava mais de 3 milhões de brasileiros vivendo fora do Brasil. A área movimentou no Brasil pelo menos US$ 30 milhões em 2017 e é observado por empresários interessados no comércio externo, de acordo com Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

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Café, feijão, pão de queijo e doce de leite são alguns produtos dos quais muitos brasileiros sentem falta quando se mudam para outro país. Para empreendedores, o insight é enxergar oportunidade no saudosismo e investir no que desperte memória afetiva e atenda a saudade dos conterrâneos.

Como principal exportador de café do Brasil, no mercado da saudade os mineiros empreendedores podem encontrar uma chance de expandir seus negócios para o exterior.

Mundo a fora já são mais de 20 mil micros e pequenos empreendedores brasileiros formais, de acordo com levantamento mais recente do MRE. A maior parte deles, 9 mil, se concentra nos Estados Unidos. O país norte americano é seguido de Japão, com 1,5 mil, e a França, com 1.320.

O levantamento do Itamaraty contabilizou os micro e pequenos empreendedores formais, mas há muitos outros que não entraram na estatística. Apenas nos Estados Unidos, a estimativa é que 48,3 mil brasileiros desenvolvam atividades autônomas informais. Mais brasileiros empreendedores, mais produtos brasileiros no conhecido ‘mercado da saudade’ – que movimentou US$ 50 milhões em 2017 e aumentou a exportação direta do Brasil aos EUA de produtos como pão de queijo, açaí ou cachaça em 77% em 2016, segundo a Apex. Estados Unidos e Canadá são os principais destinos de produtos brasileiros no mundo.

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Mercado – Para atender a esta demanda de novos empreendedores globais, um grupo de brasileiros fundou em Miami, Flórida, um instituto de negócios, o Global Business Institute (GBI), focado em auxiliar em todas as etapas quem vai empreender internacionalmente.

Em tempos de tendência da internacionalização de produtos nativos como açaí e tapioca, por exemplo, os especialistas alertam para a importância do investimento assertivo na hora de apostar no nicho “da saudade” no mercado exterior.

“Quando um brasileiro vai para outro país, querer transformar a saudade da terra natal em negócio não significa garantia de sucesso. Mas, sem dúvida, pode ser muito mais assertivo se o empreendedor se apegar à alguns passos fundamentais orientados por profissionais globais que lidam com este mercado. Tem que haver um planejamento para cada tipo de iniciativa”, afirma o CEO do GBI, Manoel Suhet.

Entre as ponderações do time de especialistas que compõe o hub de negócios está a necessidade de se adaptar à legislação local de onde o empresário pretende investir.

“Cada país tem sua especificidade. Principalmente no setor alimentício – que é um dos mais promissores no mercado da saudade -, nos EUA, por exemplo, as regras são muito específicas e devem ser respeitadas para que o empreendimento tenha todas as licenças necessárias para estar em pleno funcionamento. Ter uma consultoria para avaliar todos esses pontos é fundamental”, acrescenta Suhet.

Minas Gerais tem uma gastronomia ímpar, capaz de deixar muita saudade em quem vai morar lá fora. Os Estados Unidos é o principal destino de exportação do café brasileiro, recebendo 6,2 milhões de sacas (17,6% das exportações totais em 2018).

“Existem diversos produtos que podem trafegar nos EUA, impulsionados pelo mercado da saudade. É comum que os brasileiros sigam apegados a produtos que consumiam no Brasil, antes da entrada nos Estados Unidos”, afirma o diretor de marketing do Global Business Institute, Antonio Miranda.

Para o especialista, quem deseja lucrar com o posicionamento de produtos e serviços neste mercado, precisa de orientação qualificada pois existem inúmeros fatores a serem considerados para levar ao sucesso.

“Não é porque seu produto fez sucesso no Brasil, que ele será imbatível nos EUA. São cenários diferentes e mercados diferentes também. Um bom estudo poderá garantir a longevidade e a venda do produto brasileiro em território americano”, pondera Miranda.

De acordo com o Instituto, entre os serviços de consultoria mais procurados por quem vai abrir empresa no exterior estão: pesquisa de mercado, plano de negócios, estratégia de marca e produto e implementação profissional. (Da Redação)

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