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Setor de educação avança 37,5% no Brasil mesmo com a crise econômica

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Faculdade Arnaldo ampliou o número de alunos em 150%, passando de 800 para 2.000 estudantes - Crédito: PBH/ASCOM

Na contramão da crise, o mercado de educação cresce em número de organizações. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no fim de junho, mostra que o número de empresas de diferentes setores vem diminuindo no Brasil desde 2013 até 2017, que é o último ano analisado pelo levantamento. Mas, essa mesma pesquisa mostrou que o setor de educação cresceu 37,5% nesse período. Em Minas Gerais, instituições de ensino básico e superior experimentam esse crescimento.

A pesquisa é baseada no Cadastro Central de Empresas e mostra que o País encerrou 2017 com pouco mais de 5 milhões de empresas ativas, uma redução de 6,73% em relação a 2013 e o pior número desde 2009, quando haviam cerca de 4,8 milhões de empresas no País. O segmento de educação, por outro lado, foi o que mais cresceu entre 2013 e 2017, passando de 1,3 milhão de empresas ativas para quase 1,8 milhão.

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Com sede no Castelo, na Pampulha, a Casa Fundamental é um exemplo de instituição que nasceu neste período. Inaugurada em 2017, a empresa foi fundada pelos mesmos donos do Instituto Gabriela Leopoldina, instituição de ensino que está na Capital há mais de 30 anos. De acordo com a diretora de inovação da Casa Fundamental, Maria Carolina Mariano, a nova escola tem uma proposta diferenciada e metodologias que consideram as habilidades do futuro que os alunos precisarão desenvolver.

Para a diretora, o crescimento do mercado de educação tem a ver com a própria crise, uma vez que o cenário de desemprego leva muitas pessoas a buscarem qualificação no ensino superior. Já no ensino básico, ela percebe uma corrida por propostas diferenciadas como a da Casa Fundamental. Escolas que vão além do ensino tradicional têm despertado o interesse dos investidores e das famílias, em sua opinião.

“Nós nascemos no meio da crise no Brasil, mas acredito que justamente esses momentos de instabilidade é que geram oportunidades. Nos últimos anos as famílias começaram a questionar as escolas porque o perfil do profissional mudou e o ensino precisa ser contemporâneo. E é isso que oferecemos: tiramos um pouco o foco da repetição, da decoreba e adotamos ferramentas que exploram as habilidades que o futuro vai exigir dos nossos alunos”, afirma.

Em 2017, a Casa Fundamental começou a operar com 40 alunos e, no ano passado, esse número dobrou, assim como o faturamento da empresa. A expectativa da diretora é chegar a 200 alunos nessa unidade e, em três anos, abrir uma nova unidade. Além disso, a escola está desenvolvendo ferramentas e metodologias educacionais para outras escolas em temas como aprendizagem criativa, programação e tecnologia.

Outra escola que cresceu no período explorado pela pesquisa do IBGE foi o Colégio Batista, que tem sede em Belo Horizonte e unidades na região metropolitana e no interior do Estado. Em 2013 a escola investiu R$ 1 milhão na compra do Colégio Prime dobrando sua oferta de vagas na Região Oeste da Capital. Já em 2017, o colégio abriu sua 9º escola, no bairro Castelo. Em 2020, o colégio receberá a sua 10ª unidade focada no ensino básico: ela será instalada em Sete Lagoas, na região Central.

Tecnologia – Para o diretor-geral da Rede Batista de Educação, Valseni Braga, a busca por um ensino contextualizado com as novas exigências do mercado tem atraído novos investidores para o mercado da educação.

“O setor está sendo oxigenado com o surgimento das novas tecnologias e de processos na busca por maior eficiência. As famílias estão valorizando a boa educação, que está contextualizada com esse novo mercado ainda mais competitivo. Tudo isso abre mercado para a educação”, afirma.

Braga aponta que o setor está sendo oxigenado – Crédito: Divulgação

Faculdades também investem em aquisições

Nos últimos anos, o mercado de educação superior também ficou aquecido no Brasil. O País viveu um boom de fusões e aquisições, o que impediu o desaparecimento de algumas instituições em momento de crise.

Em Minas Gerais também há exemplos recentes, como é o caso da Faculdade Arnaldo, que, no início deste ano, adquiriu os campi instalados em Belo Horizonte da Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais (Fead). O investimento foi de R$ 7 milhões e a transação envolveu uma disputa com vários grupos educacionais de porte nacional.

De acordo com o diretor-executivo da Faculdade Arnaldo, João Guilherme de Souza Porto, a aquisição aumentou o número de alunos na faculdade em 150%, passando de 800 para 2.000.

“Desde o fim da década de 90 houve um boom na oferta de ensino superior. Por causa disso, o País tinha um grande número de vagas e uma competição louca de preços. O que aconteceu é que grandes grupos educacionais passaram a comprar essas instituições menores e a Faculdade Arnaldo percebeu que precisava entrar nesse movimento. Entendemos que se não comprássemos outra instituição para ter volume, então nós é que terminaríamos sendo comprados”, analisa.

O diretor afirma que, com essa expansão, a faculdade ganha outras oportunidades, como a possibilidade de oferecer ensino à distância. Isso porque, segundo ele, esse tipo de oferta só é possível quando a instituição tem um volume maior de alunos. De acordo com ele, a aquisição levará a Faculdade Arnaldo ao superávit em 2019. A operação deve encerrar o ano com 75% de crescimento no faturamento, em relação ao ano passado.

“Somos uma instituição conservadora e, portanto, cautelosa. Mesmo assim temos interesse em permanecer investindo em outras instituições e temos estudado outras possibilidades de aquisição”, avisa.

Outro exemplo de aquisição em Belo Horizonte é o da Faculdade Batista, que foi comprada este ano pelo Instituto Pedagógico de Minas Gerais (Ipemig). O diretor acadêmico do Ipemig, Eduardo Dias, explica que a compra foi estratégica para a expansão do instituto, que atua há dez anos com foco na pós-graduação e na capacitação de docentes. O Ipemig tem 200 cursos de especialização em seu portfólio e 40 mil alunos, sendo a maioria do segmento de educação à distância. Dias afirma que a compra da Faculdade Batista trará ainda mais força para a marca do Ipemig e permitirá que o instituto avance em número de cursos, inclusive presenciais.

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