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Coronavírus Negócios

Reinvenção é palavra de ordem para driblar crise

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Crédito: Divulgação / Márcia Gazolla

A crise causada pelo novo coronavírus (Covid-19) tem afetado profundamente a rotina dos pequenos negócios. De acordo com pesquisa do Sebrae, 31% das empresas no Brasil (5,3 milhões) tiveram que mudar a sua forma de funcionar para sobreviver no mercado, apostando em serviços de delivery, rodízio de funcionários, horário de trabalho reduzido, home office, dentre outras medidas. Em meio à crise, bons exemplos de criatividade e superação começam então a surgir.

Em Belo Horizonte, a proprietária da D´Pães Artesanais, Denise Perdigão, diz que viu todo o seu faturamento cair quando a crise começou. Localizada no Estoril, a empresa, que produz pães artesanais com fermentação natural, tem como principal cliente as cafeterias, que fecharam logo na primeira semana. “Eu sempre vendi para as cafeterias e, de repente, todas tiveram que fechar. Mas não me desesperei, e fui atrás de alternativas”, relembra.

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A empreendedora decidiu montar kits de pães e anunciou em grupos de amigos e nas redes sociais. “Resolvi apostar no diferencial do meu produto. Eu não vendo pães convencionais, os meus pães são saudáveis e nutritivos, sem conservantes, e com um sabor maravilhoso”, defende.

A cada semana, Denise Perdigão monta kits com diferentes tipos de pães (brioche, australiano, integral etc.), e realiza entregas semanais por delivery, nas sextas-feiras. “É uma forma de surpreender o meu cliente, sempre entrego kits diferentes, com pães e bolos variados. As pessoas ficam encantadas”, destaca.

Estou vendendo de 40 a 50 kits por semana, disse Denise Perdigão | Crédito: Divulgação

Recentemente, a empreendedora fez uma parceria com uma empresa de cervejas artesanais, e passou a oferecer também a opção do kit de pães com cervejas. “Busco me reinventar sempre”, ressalta. Ela explica que, mesmo neste momento de crise, o seu faturamento praticamente dobrou. “Estou vendendo 40 a 50 kits por semana, inclusive uma hamburgueria passou a comprar os meus pães também. O momento fez com que muitas pessoas passassem a conhecer os meus produtos. Minha clientela aumentou muito”, revela.

Para ela, a principal lição é sempre pensar fora da caixa. “Temos que criar alternativas que sejam realmente diferenciadas, que encantem o cliente e atendam suas necessidades nesse momento. ”

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O empreendedor Gustavo Rossignoli, proprietário da Empório Villa Rossi, também precisou se reinventar. A empresa, localizada no bairro Coração Eucarístico, em Belo Horizonte, está no mercado há 5 anos, atuando no ramo de panificações, lanchonete e coffee breaks para eventos corporativos. “Diante da crise, perdemos nossos principais clientes e o faturamento foi por água abaixo. Nunca havíamos utilizado o delivery, então tivemos que criar uma estratégia para continuar vendendo”, explica.

O primeiro desafio foi encontrar uma maneira de se aproximar dos clientes. “Para isso, decidimos entrar em grupos do bairro, no WhatsApp e nas redes sociais, e a partir daí fomos prospectando um a um, oferecendo os nossos serviços”, afirma Rossignoli.

Para fazer as entregas, o empreendedor criou um método de delivery de rotas. “Faço as entregas de manhã, à tarde e à noite. O meu diferencial é que não cobro frete e não tem um valor de pedido mínimo, desta forma o cliente pode fazer compras todos os dias, mesmo que sejam de baixos valores”, explica.

A estratégia fez com que a empresa conquistasse uma nova carteira de clientes e conseguisse manter o faturamento. “O modelo foi muito bem aceito e ampliamos a nossa clientela aqui no bairro. Além disso, alcançamos quase 100% do nosso faturamento normal do varejo, o que a gente precisava para manter os custos do negócio, sem ter que demitir ninguém. Com certeza iremos continuar com esse modelo, além do varejo tradicional, quando a crise passar”, destaca. (Da Redação e ASN)

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