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Restaurantes antecipam adesão a serviços de delivery

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O Empório Caminho Velho, antecipou em, pelo menos, seis meses o projeto de delivery | Crédito: Caminho Velho Divulgação

A pandemia do Covid-19 mudou a paisagem das grandes cidades brasileiras. Atendendo às determinações do Ministério da Saúde, as pessoas estão evitando sair às ruas e as empresas estão colocando – ao máximo – seus colaboradores em home office e teletrabalho.

Em Belo Horizonte, o clima de cidade-fantasma, ou quase isso, se radicalizou com o decreto da prefeitura que proibiu bares e restaurantes de trabalharem com salão aberto. Desde a última sexta-feira (20), a determinação é que esses estabelecimentos só funcionem fazendo entregas domiciliares ou com retirada in loco, sem abertura de salão.

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E, por isso, o que movimenta as ruas da cidade são os entregadores, principalmente os motociclistas que trabalham para os aplicativos de entrega especializados em alimentação. Ainda que não existam números oficiais, mas já é nítido o aumento no volume desse tipo de serviço e muitos comerciantes se viram obrigados a adotar a estratégia de uma ‘hora para outra’.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), Ricardo Rodrigues, alerta, porém, para a necessidade de um mínimo de planejamento para que o delivery não se torne uma dor de cabeça para as empresas que já enfrentam um cenário tão desafiador.

“É preciso agir com cautela e planejamento. Fazer as contas para saber se vale, mesmo, a pena implantar o sistema. Deve-se avaliar qual equipe será mobilizada, investimento em embalagens, marketing e treinamento, contratação de entregadores ou adesão a um ou mais aplicativos, perfil do seu público próximo, qual área a ser atendida, entre outras variáveis. Estamos em um momento inédito na história, não sabemos como serão as próximas horas, então é preciso tomar decisões rápidas, porém fundamentadas”, analisa Rodrigues.

Inaugurado no bairro Santo Agostinho (região Centro-Sul), em fevereiro, o Empório Caminho Velho, especializado em produtos do Sul de Minas, antecipou em, pelo menos, seis meses o projeto de atender por delivery. Em uma corrida contra o tempo, o sócio do Caminho Velho, Uri Cunha, conta com o apoio dos seus fornecedores e se prepara para dar início ao sistema de delivery na próxima segunda-feira (23).

“Antevendo que momentos mais complicados que viriam e que o poder público seria obrigado a tomar atitudes mais ‘rigídas’, já havíamos feito inscrição na plataforma de entregas iFood para entrega do nosso cardápio. Para os produtos de prateleira, estamos adequando o nosso site para vendas on-line, com entrega feita pela nossa própria equipe.

Como somos uma empresa pequena e estamos começando, o investimento principal foi para adequar nossos produtos para entrega, com a compra de embalagens e adequação do espaço de produção e estoque. Agora, estamos planejando a comunicação que, segundo a previsão, terá um maior investimento”, explica Cunha.

Pulo do gato – Pular etapas do planejamento é uma das questões mais complicadas para os estabelecimentos ainda em fase de consolidação da marca. Sumir das vistas dos consumidores que começam a se tornar fiéis pode ser um desastre para o futuro dos negócios.

“Já pensávamos em entrar com o delivery, mas era um planejamento futuro. Uma questão complicada, pois para mantermos a empresa aberta e funcionando, fomos obrigados a pular etapas do planejamento, sucumbindo às taxas absurdas cobradas pelas plataformas”, reclama o empresário.

E é assim que se sente também o consultor do restaurante GomeZ, Rudolf Tschoepe. Instalada no bairro de Lourdes, também na região Centro-Sul, a casa tem cinco meses de funcionamento e já havia sido assediada pelos aplicativos de entrega no fim do ano. A decisão tomada na época foi esperar por um grau maior de maturidade do negócio. A previsão era de que o serviço de entrega fosse implantado apenas a partir de agosto.

“O delivery é a nossa esperança de gerar receita. Estamos adequando o nosso cardápio, criando embalagens e treinando o pessoal. Fazemos uma cozinha autoral em que a estética do prato é muito importante. Fazer com que isso seja preservado o mínimo possível na entrega é muito difícil, mas é nossa missão. Para começar a atender na segunda-feira, estamos fazendo testes intensivamente. Todo o planejamento que seria feito em cinco meses foi reduzido a quatro dias. Além de aderir aos aplicativos de entrega – que têm taxas bem altas – vamos investir no nosso próprio site para que os consumidores façam o pedido e venham buscar aqui”, afirma Tschoepe.

Apps lançam estratégias para manter negócios no “azul”

De um lado, bares e hotéis se desdobram para fazer das entregas em domicílio sua principal estratégia para atender seus consumidores e não deixar de faturar enquanto durar o decreto da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), que proíbe os estabelecimentos de abrirem seus salões. A medida foi tomada, por prazo indeterminado, para evitar aglomerações durante a pandemia do Covid-19.

Do outro lado, os aplicativos especializados em entrega de comida também traçam planos para evitar que o mercado se torne uma ‘bagunça’ e garantir a saúde e também o equilíbrio financeiro dos próprios negócios e de seus parceiros.

O iFood, talvez o mais conhecido deles, divulgou a criação de um fundo solidário no valor de R$ 1 milhão para dar suporte aos parceiros de entrega que necessitem permanecer em quarentena por conta da doença. O entregador receberá do fundo um valor baseado na média dos seus repasses nos últimos 30 dias, proporcional aos 14 dias de quarentena.

Para garantir que os valores possam ser bem aproveitados pelos parceiros que realmente necessitam e tenham sido atingidos pela doença, o iFood considerará como aptos a receber o auxílio todos os entregadores com, pelo menos, uma entrega feita desde 1º de fevereiro deste ano, que foram liberados na plataforma até 15 de março, e que comprovarem a doença. A empresa considera como comprovação automática válida o exame positivo do Covid-19 e avaliará outras evidências passíveis de comprovação do diagnóstico da doença.

E, para minimizar o impacto econômico da pandemia sobre os estabelecimentos, a plataforma irá destinar R$ 50 milhões de sua receita na forma de um fundo de assistência a restaurantes, com foco especial nos pequenos estabelecimentos locais.

A empresa vai antecipar os recebimentos dos restaurantes, sem custo adicional. Dessa forma, todo restaurante que optar por fazer parte da iniciativa, receberá seu pagamento em sete dias após a venda nos meses de abril e maio. Com isso, a expectativa é injetar até R$ 600 milhões no mercado brasileiro.

Além disso, a empresa vai devolver integralmente o valor arrecadado pelo iFood em taxas do serviço “Pra Retirar” (no qual os usuários fazem o pedido via app e retiram diretamente no restaurante) para os restaurantes parceiros. Atualmente, o recurso “Pra Retirar” está presente em cerca de 120 mil restaurantes localizados em mais de mil cidades em todo o País.

Do mesmo modo, a 99 Foods faz um esforço para proteger a sua cadeia produtiva. A DiDi Chuxing, dona da 99Food e da 99, criou um fundo de ajuda especial para motoristas e entregadores parceiros afetados pelo Covid-19. Esse fundo chegará a US$ 10 milhões para apoiar os mercados internacionais em que a empresa opera.

Para ajudar os restaurantes a manter o fluxo de caixa os pagamentos serão mantidos na periodicidade semanal. E, para apoiar pequeno e médios estabelecimentos, a plataforma não vai cobrar custo de ativação.

A brasileira Zé Delivery – especializada em bebidas – também anunciou incentivos para ajudar seus parceiros a enfrentar a crise. O app vai incrementar sua base de fornecedores com micro e pequenos bares e negócios de bairro, que serão responsáveis por atender a vizinhança e locais próximos. Já para os parceiros e entregadores, que contam com essa fonte de renda para se manter, foi destinado o aumento em 50% do valor pago a eles, sem que isso interfira no valor pago pelo cliente final.

Além do incentivo aos estabelecimentos que já são parte do aplicativo, o app está cadastrando outros pontos de venda em todos os bairros das cidades onde atua, evitando assim que pequenos e médios empreendimentos percam sua sustentabilidade financeira.

Para acelerar o processo, o Zé Delivery está recrutando equipes de outras áreas da empresa como engenheiros desenvolvedores e designers que também serão responsáveis por treinar os estabelecimentos de forma rápida e remota para que comecem a contar com mais essa forma de renda. A plataforma está presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pernambuco e Ceará, além de Minas Gerais.

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