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Vale da Eletrônica faz pesquisas para o 5G

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A alta velocidade nas torres é um desafio para o 5G | Crédito: Charles Silva Duarte - Arquivo DC

Realidade em alguns países, a nova geração de internet móvel, o famoso 5G, promete não apenas revolucionar a comunicação de dados no Brasil, mas também conferir maior competitividade ao parque industrial nacional. Para isso, são grandes as expectativas acerca do leilão, considerado prioritário pelo governo federal, mais especificamente pelo Ministério das Comunicações, mas ainda sem data para ocorrer, uma vez que o edital segue em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

E no quesito infraestrutura, Minas Gerais pode sair na frente, uma vez que não é de hoje que o Estado desenvolve tecnologias para a nova frequência. No Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, não faltam pesquisas e desenvolvimento na área, que prometem revolucionar a indústria, as relações entre consumidores e máquinas e até mesmo interpessoais.

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Mas o protagonismo mineiro não para por aí. Segundo o diretor do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), Carlos Nazareth Marins, enquanto o mundo inteiro trabalha com três cenários de aplicação e solução do 5G, o Estado vai além e desenvolve mais um: o longo alcance.

“São três importantes linhas de atuação em que a nova frequência promete eficiência. A primeira delas é a alta velocidade de dados; a segunda é a possibilidade de conectar um número absurdamente maior de usuários, incluindo a internet das coisas (IoT); e a terceira é a chamada internet tátil, que conferirá maior instantaneidade das comunicações“, explica.

Os ganhos são vários em todas as frentes. Carlos Nazareth Marins cita, por exemplo, a maior velocidade na navegação como desejo de todo e qualquer usuário; a instantaneidade como ganho em diferentes áreas, da automotiva (por meio de carros automáticos) à da saúde (por meio de cirurgias com auxílio de um robô); a conectividade de itens básicos do cotidiano, como janelas, equipamentos domésticos e até roupas; e o acesso à internet em locais de baixa densidade demográfica – característica essa, forte em Minas Gerais.

“O Inatel já desenvolve estudos neste sentido. O desafio é garantir a alta velocidade em longas distâncias das torres. Estamos falando de acessos em áreas longínquas geralmente ocupadas por mineradoras ou empresas do agronegócio. Pequenos vilarejos e áreas mais distantes dos grandes centros urbanos pelo interior de Minas Gerais também serão beneficiados”, diz.




Mas para tudo isso se tornar realidade é preciso infraestrutura. E o 5G demanda um volume maior de antenas, uma vez que não pode haver falhas na cobertura. É neste quesito que ainda há atraso no País. Inclusive, há alguns meses, um conjunto de entidades lançou o Movimento Antene-se, voltado para a ampliação da infraestrutura de conectividade. Uma das propostas é difundir a ideia de que a infraestrutura de antenas é parte fundamental para o desenvolvimento econômico, social e das redes 4G e 5G.

“No 5G, nós teremos 44 mil antenas até 2029. Essa é uma previsão. Sabemos que o 5G precisa de dez vezes mais antenas que o 4G, para isso precisamos fazer com que esse Movimento Antene-se realmente ocorra de fato”, defendeu o ministro das Comunicações, Fábio Faria, durante evento no mês passado.

Na capital mineira, o vereador Léo Burguês (PSL) propôs o Projeto de Lei 851/19, que apresenta novas normas para a implantação e compartilhamento de infraestrutura de suporte e telecomunicações na cidade. O texto, que viabiliza a instalação de antenas com tecnologia 5G foi aprovado em primeiro turno e agora o substitutivo-emenda tramita pelas comissões antes de voltar ao plenário da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte para nova votação.

Conforme o parlamentar, o projeto visa resolver o problema atual de conectividade e também deixar a cidade preparada para o 5G. “Belo Horizonte ocupa 92ª de 100 cidades avaliadas no ranking brasileiro de conectividade. Acredito que com o avanço do projeto, fiquemos entre as seis melhores do Brasil”, defende.

TIM bate metas firmadas com Anatel para ampliação do 4G

A democratização do acesso à conectividade é uma das prioridades da TIM. E, após um ano do compromisso assumido com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por meio do Termo de Ajustamento de conduta (TAC), a TIM supera as metas de ampliação da cobertura 4G e reforça seu compromisso com o País. A operadora já oferece a tecnologia de quarta geração para 4.188 cidades do Brasil, de acordo com a última atualização do Teleco (fechamento maio). A marca foi atingida incluindo a cobertura de cidades com menos de 30 mil habitantes, que não contavam com esse serviço de telefonia móvel.

De acordo com o compromisso, a TIM levará o sinal 4G para os municípios que ainda não contam com essa tecnologia nem com serviços de conectividade, beneficiando mais 2,6 milhões de pessoas nas regiões Norte e Nordeste, e nos estados de Goiás e Minas Gerais.




O Nordeste foi a região mais contemplada, com 62% das localidades que passaram a ser cobertas pelo sinal. Até dezembro, a TIM atenderá a mais 140 municípios no País, um ano antes do previsto. No fim de 2020, a operadora já havia chegado a 210 cidades – dez a mais do que o cronograma original estabelecido pelo TAC para os seis primeiros meses do acordo firmado com a agência.

“A conectividade é o caminho para a criação de novas possibilidades. Por isso, estou muito orgulhoso do trabalho que fizemos durante esse primeiro ano do TAC. Levar o 4G é um compromisso que temos com a sociedade, pois a tecnologia muda a vida das pessoas. Por trás desses números apresentados, existem muitos outros aspectos importantes: geração de empregos e negócios, ampliação de ações de educação e saúde, melhorias inestimáveis para mais de 2 milhões de pessoas. É para isso que trabalhamos dia a dia”, explica o CEO da TIM Brasil, Pietro Labriola.

Vantagens tecnológicas – Quase todos os municípios atendidos também usufruem da tecnologia VoLTE, que utiliza a rede 4G para chamadas de voz. Assim, os clientes têm vantagens como alta qualidade nas ligações, com maior cobertura, chamadas completadas em menos tempo e redução do consumo de bateria do celular.

A operadora vem também ativando as frequências de 700MHz, com ainda mais qualidade e alto desempenho, principalmente em ambientes internos, por terem maior alcance e poder de penetração.

Melhorias em chamadas de emergência – Pelo acordo, a TIM também melhorou o encaminhamento de chamadas para serviços de emergência, contribuindo para o aprimoramento do acionamento das forças de segurança pela população.

Ao todo, o TAC trata de ampliação do acesso, qualidade do serviço, direitos e garantias dos usuários e fiscalização. A empresa também oferece um link pelo qual antigos usuários poderão verificar se têm créditos a receber e procedimentos necessários para recebê-los. Para isso, a TIM enviou mensagens de texto, whatsapp e carta para os consumidores que fazem parte do compromisso assumido, bem como informou seus clientes também em jornais de grande circulação sobre esses créditos. Os valores que não forem resgatados serão depositados no FDD.

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