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Opinião

1.000 dias de destruição

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Crédito: Adriano Machado/Reuters

Desde que o homo sapiens pairou sobre o planeta Terra há mais de 300 mil anos, duas palavras também surgiram com eles: destruição e depredação.

Sim, quanto mais evoluído o homo sapiens foi ficando, maior foi a sua capacidade de destruir ou depredar o seu planeta, biodiversidade e sociedade à sua volta.

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Os próprios Neanderthais (Homo sapiens neanderthalensis) foram extintos, vítimas certamente em razão de eventos de competição com o homem atual (Homo sapiens sapiens), surgido por volta de 90 mil anos, a partir do Homo erectus.

“O homo sapiens, sendo a atual espécie de mamífero na Terra, provavelmente seguirá o mesmo destino de todas as demais espécies que vivem ou que um dia viveram no planeta, isto é, se extinguir.” Quem afirma isso são os autores do artigo ”O fim está próximo. Arqueologia da sexta grande extinção – refletindo sobre as possibilidades de extinção humana” – Orestes Jayme Mega e Edson Miyake (Tessituras, 2016), onde analisam o papel destrutivo da cultura material sobre a biodiversidade, podendo levar o homo sapiens à extinção através da degradação ambiental.

Um bom exemplo disso é o que presenciamos nos últimos 1.000 dias de governo do presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, onde segundo o relatório da Anistia Internacional, o presidente fez 32 violações de direitos humanos.

A nossa análise parte apenas do pressuposto comunicacional onde sem levantar uma arma, apenas usando discursos, narrativas, oratórias e contraditórios o presidente do País instaurou caos econômico, polarização social, incitação à violência e morte.

Apenas abrindo a boca. Usando a voz.

A comunicação irresponsável mata, destrói sociedades, desequilibra culturas, fragiliza pessoas.

Então, como “homo sapiens” o presidente da República do Brasil conseguiu em mil dias de governo causar grande destruição e depredação.

As suas declarações são a base de todo o encadeamento de violações, segundo a Anistia Internacional. O presidente não se deu conta, ou não se preocupa com os impactos de que seus discursos geram na sociedade local e global, causando danos irreversíveis ao País.

Na gestão da pandemia falas como “uma gripezinha”, outras cerceando a liberdade de expressão da população, agressão à imprensa, exclusão dos povos originários e negros ou demora de inclusão de pautas prioritárias da pandemia, como vacinação e auxílio emergencial, negacionismo à pandemia, o não uso de máscaras, culpabilização do governantes municipais e estaduais pelas dificuldades econômicas do país, má gestão na aquisição de vacinas, insumos e equipamentos para o PNI, desautorização e demissão de ministros da saúde, criação de perfis falsos por seus aliados e disseminação de fake news, descredibilização da OMS como órgão gestor mundial da pandemia; geraram, além de quase 600 mil mortos, crise econômica, desestímulo de investimentos estrangeiros no País, alta no índice de desemprego, ruptura com investidores de resgate de carbono na Amazônia, criação de agenda anti-indígena – violência contra povos originários e marco temporal -, incentivo ao armamento da sociedade, apologia à ditadura e tortura na comemoração dos 55 anos do golpe militar, etc .

Em mil dias de destruição entendemos que a arma está no poder da voz do representante maior do País que articula sem responsabilidade, sem medir as consequências ou a ira, de todo um planeta.

Sim, estamos buscando a nossa extinção todas as vezes que autorizamos um “homo sapiens” a decidir a maneira mais rápida de acabar com a nossa cultura, nossos sonhos, nossa inteligência e nossa voz.

A voz que demos poder é também a voz que nos mata. Somos todos destrutíveis.

*Relações-Públicas, Especialista em Responsabilidade Social, Mestre em Comunicação, consultora em comunicação corporativa e a atual presidente do Conselho Regional de Relações Públicas Minas Gerais e Espírito Santo | [email protected]
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