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A endogenia da economia mineira

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Crédito: Joel Santana / Pixabay

“Minas Gerais apresenta hoje um quadro econômico e social mais dramático do que em 1960”, escreveu o economista e professor Paulo Haddad em um dos trechos de artigo publicado janeiro. Em outro artigo, ele escreveu: “Uma experiência histórica de desenvolvimento endógeno: o papel de um diagnóstico na redenção da economia mineira”, em referência ao Diagnóstico da Economia Mineira publicado em 1968 pelo BDMG.

Algumas publicações brasileiras vêm ultimamente citando várias estatísticas ou diagnósticos das economias brasileira ou mineira e até fazendo comparações, principalmente as do IBGE, da Fundação Getulio Vargas ou da Fundação João Pinheiro. Sem apontar soluções, os números serão apenas números. O que Minas e o Brasil precisam são soluções e não de estatísticas e comparações.

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O economista Paulo Haddad foi um dos artífices da economia mineira nos anos 70/80, quando ocupou os cargos de presidente da Fundação João Pinheiro e secretário de Estado de Planejamento e não se conforma com a falta de oportunidades para que as pessoas possam ter acesso ao mercado de trabalho.

Nos áureos tempos do processo de desenvolvimento mineiro, ao lado do engenheiro Silviano Cançado Azevedo, tivemos uma participação ativa no desenvolvimento da economia, quando procuramos colocar na cabeça das pessoas que um processo de crescimento e desenvolvimento econômico deve ser endógeno, ou seja, começar de dentro para fora, e não o contrário.

Juscelino Kubitschek, na década de 50, havia abastecido o Estado de serviços de energia e transportes. Silviano Cançado resolveu desenvolver um amplo programa de atração e localização de empresas em Minas Gerais O Diagnóstico da Economia Mineira, publicado pelo BDMG em 5 volumes em 1968, explicitou o que fazer, onde e para quem fazer para que os municípios mineiros tivessem condições de tirar o atraso em relação aos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Verificamos conjuntamente, por exemplo, que diversas empresas queriam se mudar do ABC paulista e já estavam tendo problemas de localização e queriam se expandir e não podiam por falta, inclusive, de espaços para localizar novos investimentos.

O resultado foi que Minas Gerais, depois desse imenso trabalho, conseguiu fazer o produto interno bruto crescer a taxas médias anuais de 11%, superando em duas vezes a média brasileira. Foi quando o Estado assumiu o segundo posto da economia do Brasil.

Milagres não existem em economia. O que vale é o trabalho contínuo. Para começar, para um novo avanço desenvolvimentista será urgente e necessário se conhecer com detalhes tudo que está acontecendo em cada município mineiro, quais são os principais obstáculos ao desenvolvimento e o que se pode fazer para resolver o problema.

É preciso um organismo como a Fundação João Pinheiro para realizar um novo e atual diagnóstico. Precisamos conhecer, o que fazer, como fazer, onde e para quem fazer. Sem isso acontecer, é como se dar tiros no escuro e sem alvos precisos quando gastamos munição sem conseguir atingir ninguém.

*Economista, professor titular de macroeconomia da PUC-Minas e jornalista (cardosozeloy@gmail.com)

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