COTAÇÃO DE 07/12/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6180

VENDA: R$5,6180

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6500

VENDA: R$5,7830

EURO

COMPRA: R$6,3427

VENDA: R$6,3451

OURO NY

U$1.784,35

OURO BM&F (g)

R$323,23 (g)

BOVESPA

+0,65

POUPANÇA

0,5154%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião

A reforma da Previdência não alterará o quadro de recessão

COMPARTILHE

Crédito: Arquivo Notibras

CÁSSIO FAEDDO *

O Brasil perdeu incomensurável tempo com um factoide denominado “reforma trabalhista”, que dentre outras coisas, desonerou da contribuição previdenciária verbas que antes tinham natureza salarial

PUBLICIDADE

No Brasil de 2019 há um ambiente de descrédito em razão do atual quadro econômico e político.

Há uma classe trabalhadora desalentada em face do desemprego reinante que afeta mais de 13 milhões de trabalhadores.

Outro grupo habita uma classe média que diminuiu de tamanho e está ressentida com a falta de manutenção de seu poder de consumo. Exatamente essa classe média que levou e apeou o Partido dos Trabalhadores do poder.

Há uma classe empresarial e financista que está frustrada com a falta de investimentos do governo, e que sofre com os efeitos deletérios da desconstrução das grandes empreiteiras, com o perdão do trocadilho. Decadência da construção civil empurrada ladeira abaixo e de mãos dadas com a imensa contratante que foi a Petrobras.

O Brasil perdeu incomensurável tempo com um factoide denominado “reforma trabalhista”, que dentre outras coisas, desonerou da contribuição previdenciária verbas que antes tinham natureza salarial, terrificou os mais pobres com ameaças de condenação em custas e honorários advocatícios, demonizou o Direito do Trabalho e a Justiça do Trabalho, dentre outras atividades inúteis.

No lugar deste circo, o governo anterior deveria ter capitaneado uma reforma política e outra tributária, porém nas condições que o último presidente assumiu não lhe sobrou apoio público e estatura política para conduzir tais reformas.

É de se ressaltar que com essa mesma legislação trabalhista, de empresas e previdenciária, mas com alicerce no crescimento do PIB Chinês e comércio de “commodities”, o Brasil surfou na onda de crescimento nos 10 primeiros anos do governo petista.

E o que fazer de imediato? Se o governo atual pretende conduzir o País de volta aos trilhos do crescimento deveria desonerar imediatamente a carga tributária da relação de emprego e também do consumo, especialmente daqueles setores com potencial de geração de emprego em cascata.

Além disso, deve ter senso de extrema urgência nos investimentos em obras públicas.

A economia cresce se os agentes estiverem ativos em qualquer ambiente legislativo. O que significa que legislação trabalhista e previdenciária não alteram o quadro econômico se não houver investimentos para crescimento.

No Brasil, o crescimento passa por investimentos do governo, e em mensagem de confiança e certeza de que as regras e ambiente político são estáveis.

O governo erra ao concentrar esforços na reforma previdenciária. Esta terá seu impacto econômico mitigado e não refletirá imediatamente nas contas do governo.

Depois disso, deveria conduzir a reforma política e tributária, mas há muitas vozes seguidas de desautorizações públicas.

O que vimos até o momento são medidas paliativas,  como  a Medida Provisória 881, assinada pelo presidente em 30 de abril, que estabelece regras gerais de livre mercado e análise de impacto regulatório.

A medida é bem-vinda, mas inócua para o crescimento imediato da economia. A MP citada e outras da mesma natureza, são bastante simpáticas e midiáticas, mas não têm o condão de alavancar a economia na urgência necessária.

Para crescer é preciso investimento público e desonerar com coragem as relações de trabalho e de consumo.  Mesmo que isto importe em perder um pouco de imediato para ganhar depois.

*Ativista dos Direitos Sociais, Mestre em Direitos Fundamentais/Sociais, MBA em Relações Internacionais – FGV SP

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!