Segundo semestre pode abrir janela de oportunidade para comprar imóvel
Por que o segundo semestre de 2026 pode ser a melhor janela de decisão do ano para quem pensa em comprar imóvel? Chegamos à metade do ano, e essa é a hora em que muita gente tira do papel aquilo que foi planejado desde janeiro.
O cenário económico começa a virar a favor de quem decide agora. O primeiro sinal está nos juros. Em junho, o Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano, dando inicio a um ciclo de cortes. E a expectativa do mercado é que essa queda ganhe corpo justamente no segundo semestre, com a taxa caminhando para perto de 13,5% até o fim do ano. Juro que cai é oxigénio para crédito imobiliário. E aqui vai um detalhe que o comprador atento entende: quem se posiciona antes da curva costuma pegar condição melhor do que quem espera todo mundo perceber o movimento.
O segundo sinal está no crédito. O novo modelo de financiamento habitacional deve injetar cerca de RS 37 bilhões a mais no mercado, o equivalente a um crescimento de 10% nos recursos para a casa própria e algo como 50 mil novas unidades habitacionais. Não é pouca coisa. É funding entrando exatamente no momento em que os juros começam a ceder.
O terceiro sinal está na demanda. 2025 já fechou com mais de 453 mil unidades residenciais lançadas no país, uma alta de mais de 10% sobre o ano anterior. As projeções para 2026 seguem na mesma direção. Ou seja: não estamos falando de um mercado parado esperando melhora. Estamos falando de um mercado que já está aquecido e que agora ganha um empurrão do crédito e dos juros.
E aqui vai a dica: o melhor momento para comprar raramente é aquele em que todo mundo já está comprando. É o momento anterior, quando os fundamentos começam a se alinhar, mas o entusiasmo ainda não virou disputa de preço. Esse momento, para muita gente, é agora.
No fim, o recado é claro: o segundo semestre não é só a metade que sobrou do ano. É uma janela real de decisão. E, no mercado imobiliário, quem entende o tempo certo antes, agrega valor antes.
Ouça a rádio de Minas