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Água limpa, economia forte: a experiência que comprova que recuperar reservatórios é investir no futuro das cidades

Casos de sucesso no Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais mostram como investir em água é estratégico para o desenvolvimento urbano e a qualidade de vida
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Água limpa, economia forte: a experiência que comprova que recuperar reservatórios é investir no futuro das cidades
Aplicação do remediador a base de lantânio realizado pela empresa Hydroscience na barragem da ETA Guandu em 2021 | Foto: Divulgação/ HydroScience

Durante muito tempo, a recuperação de lagos, lagoas e reservatórios urbanos foi tratada apenas como uma pauta ambiental. Hoje, diante dos desafios impostos pela escassez hídrica, pela proliferação de cianobactérias e pelos impactos econômicos associados à degradação da água, tornou-se evidente que a gestão dos recursos hídricos é também uma questão de desenvolvimento, competitividade e qualidade de vida.

A presença crescente de cianobactérias em corpos d’água brasileiros, seja pela poluição das águas ou fatores naturais, tem gerado impactos diretos sobre o abastecimento público, o turismo, a valorização imobiliária, as atividades industriais e os cofres públicos. O que antes parecia um problema restrito ao meio ambiente passou a representar um risco concreto para a economia das cidades.

Reservatórios degradados elevam custos de tratamento, comprometem a segurança hídrica, afetam a confiança da população e colocam em risco atividades econômicas que dependem diretamente da disponibilidade de água de qualidade. Por outro lado, experiências bem-sucedidas demonstram que investir em ciência, tecnologia e gestão ambiental gera retornos sociais, econômicos e urbanos duradouros.

Há mais de duas décadas, a HydroScience atua em diferentes regiões do país desenvolvendo soluções para recuperação de lagos, lagoas e reservatórios afetados por processos de eutrofização e proliferação de cianobactérias. Ao longo desse período, a empresa acumulou experiência em contratos públicos executados em diferentes estados brasileiros, consolidando uma trajetória baseada em resultados mensuráveis.

Um dos exemplos mais emblemáticos dessa atuação ocorreu no Sistema Guandu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, responsável pelo abastecimento de milhões de pessoas. Nos verões de 2020 e 2021, diante de um cenário crítico de intensa proliferação de cianobactérias no manancial, que comprometeu a qualidade da água distribuída à população, conhecido como “crise da geosmina”, foram implementadas estratégias integradas de monitoramento limnológico, modelagem hidrodinâmica e aplicação de um remediador trófico à base de lantânio para controle da eutrofização.

Os resultados na barragem do Guandu incluíram redução de 80% de fosfato e queda superior a 95% na densidade de cianobactérias, resultando no redução expressiva de odor e sabor na água tratada.

Mais do que indicadores ambientais, esses números representam a mitigação de uma condição crítica que poderia evoluir para uma grave crise de abastecimento em uma das maiores regiões metropolitanas do país.

Outro caso de grande relevância foi desenvolvido pelo Hydroscience foi no Reservatório Joanes I, em Salvador (BA), manancial estratégico responsável por cerca de 50% do abastecimento da Região Metropolitana da capital baiana. O reservatório enfrentava problemas recorrentes relacionados à eutrofização e às florações de cianobactérias, provocados pelo excesso de nutrientes acumulados ao longo dos anos.

Tiago Finkler Ferreira na barragem do Joanes
Tiago Finkler Ferreira na barragem do Joanes | Foto: Divulgação/ HydroScience

Após estudos detalhados e aplicação de tecnologias de remediação ambiental, os resultados alcançados incluíram redução superior a 80% do fósforo total, concentrações de fosfato abaixo dos limites de detecção e expressiva redução das florações de cianobactérias. Desde 2015, a Hydroscience vem tratando esse reservatório e o projeto tornou-se uma referência nacional por demonstrar que a recuperação da qualidade da água pode contribuir diretamente para a segurança hídrica de milhões de pessoas e evitar impactos severos sobre o sistema de abastecimento público.

Já no Rio Grande do Sul, o trabalho realizado no Lago Dourado desde 2014, principal manancial de abastecimento de Santa Cruz do Sul, também evidencia a importância estratégica desse tipo de intervenção. O reservatório apresentava recorrentes problemas de qualidade da água, incluindo florações de algas e episódios de gosto e odor que afetavam o abastecimento da população. A aplicação das soluções desenvolvidas pela HydroScience promoveu uma redução superior a 80% do fósforo total e cerca de 70% do fosfato, melhorando significativamente as condições do manancial e contribuindo para a manutenção da oferta de água potável à população.

O caso se tornou ainda mais emblemático porque, após a interrupção do tratamento, os problemas ambientais voltaram a se manifestar, exigindo novas intervenções. A experiência demonstrou, na prática, que a gestão preventiva é muito mais eficiente e econômica do que a correção de crises já instaladas. A cada verão a Hydroscience realiza o tratamento preventivo do manancial, quando as condições de temperatura e radiação se tornam mais favoráveis à florações em função do excesso de nutrientes, principalmente, fosfato. Esse tipo de tratamento preventivo vem sendo aplicado a outros mananciais de relevância no Rio Grande do Sul, como a barragem Miranda, que abastece a população da cidade de Passo Fundo.

Em Belo Horizonte, a Lagoa da Pampulha também integra essa trajetória de recuperação ambiental. Ao longo dos últimos anos, os indicadores de qualidade da água apresentaram avanços importantes, permitindo a retomada de usos do espelho d’água e contribuindo para a valorização de um dos principais patrimônios urbanos e turísticos da capital mineira. O caso reforça como a recuperação ambiental pode impulsionar atividades econômicas, fortalecer o turismo e ampliar o uso público dos espaços urbanos.

Esses resultados não são casos isolados. Eles refletem uma experiência construída ao longo de mais de vinte anos de atuação em diferentes contextos hidrológicos e urbanos, demonstrando que os desafios relacionados à qualidade da água podem ser enfrentados de forma técnica, planejada e baseada em evidências.

O principal aprendizado que extraio desses projetos é que a recuperação de corpos hídricos não deve ser vista como despesa, mas como investimento estratégico. Quando uma cidade protege seus reservatórios e reduz a carga de nutrientes lançada em seus mananciais, ela fortalece sua segurança hídrica, reduz custos futuros de tratamento, amplia sua capacidade de atrair investimentos e melhora a qualidade de vida da população.

As mudanças climáticas tornam esse debate ainda mais urgente. O aumento das temperaturas e a maior pressão sobre os ecossistemas aquáticos favorecem a ocorrência de florações tóxicas e eventos críticos de degradação ambiental. Nesse contexto, a prevenção passa a ser uma das principais ferramentas de gestão pública.

A experiência acumulada pela HydroScience ao longo de mais de duas décadas demonstra que existem soluções eficazes, tecnicamente comprovadas e economicamente viáveis para enfrentar esses desafios. Os resultados obtidos em reservatórios estratégicos do Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais comprovam que recuperar a qualidade da água é uma medida que beneficia simultaneamente o meio ambiente, a saúde pública e a economia.

Afinal, cidades que cuidam de suas águas fortalecem sua capacidade de crescer, gerar oportunidades e construir um futuro mais sustentável para suas populações.

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