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Trump e o Papa: tensão global reacende temores geopolíticos

Carga dos desvarios do presidente norte-americano é volumosa e volta a atingir o pontífice
Trump e o Papa: tensão global reacende temores geopolíticos
Foto: Reprodução Truth Social Trump

“Não tenho medo de falar com firmeza sobre a mensagem”. (Papa Leão XIV)

Tempos inquietantes. O desassossego atravessa continentes. Corações e mentes fervorosos, em todas as partes, independentemente de diferenças étnicas, crenças religiosas e políticas externam preocupação crescente com os rumos dos acontecimentos. A escalada de desatinos promovida pelo atual inquilino da Casa Branca, atiçando o extinto belicoso de adversários e comparsas, faz com que as pessoas de boa vontade se ponham a conjeturar sobre até onde essa convulsão fabricada pode nos arrastar. As perspectivas são imprevisíveis. Os presságios amedrontadores.

E não é que, ainda não de todo satisfeito com as manobras beligerantes, com os resultados de sua conduta narcisista e imperial, Trump resolve, agora, depois de armar toda a sorte de confusão com gregos e troianos, colocar em sua trovejante alça de mira a figura austera e venerada de Sua Santidade o Papa Leão XIV?! Lembremo-nos de que ele se vangloriava da aversão pelo Papa Francisco.
Mas que maluquice é essa, Santo Deus? A carga dos desvarios, na situação presente, é volumosa. Vejamos algumas amostras.

O presidente da mais poderosa nação do planeta não se envergonha de aparecer, na ilustração de um post na rede oficial do governo, em grotesca caricatura do Sumo Pontífice distribuindo bênçãos. Ataca o Papa e os valores espirituais que representa com vocabulário chulo. Manifesta concordância, com despautérios cometidos por um assessor, no “Departamento de Guerra’, quando este invoca ser vontade de Deus o esforço de guerra no oriente médio e que a cruzada santa contra inimigos é prenúncio da volta de Jesus Cristo… Todos esses atos e considerações blasfemos constituem réplica raivosa a palavras serenas e sensatas de Leão XIV. O mais alto dignitário da Igreja, como se sabe, tem dado voz aos clamores da sociedade contra as guerras, pedindo que os antagonismos humanos sejam deslocados, com urgência, para mesas de negociações.

Como era de se esperar, o mais recente procedimento desajuizado de Trump, provocou perplexidade global. Vozes influentes condenaram com veemência as impertinências. Nem mesmo assim ele se aquietou. Subiu ainda mais o tom da grita insultuosa. Não poupou sequer aliados tradicionais, como é o caso de dirigentes europeus, entre eles a primeira ministra da Itália, Giogia Meloni, que o repreendeu pelas críticas ao líder da catolicidade.

E agora? Até quando o “efeito Trump” manterá o mundo em tensão, desequilibrando a ordem das coisas, afetando vidas valiosas e negócios importantes garantidores da prosperidade das Nações?
O bom senso recomenda mantenhamos acesa a esperança de que algo significativo ocorra, a partir da vocação democrática estadunidense, no sentido de refrear, os impulsos demolidores do líder que se perdeu nos descaminhos de mórbido fundamentalismo e descomedida ambição por poder total.

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