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Opinião

As palavras e os atos

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Crédito: Freepik

“Eu vejo Deus em cada ser humano.” (Tereza de Calcutá)

A experiência de vida de personagens com marcante presença na história de todos os tempos se reflete em iniciativas que podem ter sido ou não positivas no sentido da construção humana. E, também, em frases habitualmente edificantes que, às vezes, nesse ou naquele caso, não guardam qualquer sintonia com a real postura assumida pelos seus autores diante dos fatos ou temas abordados.

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Se a memória não tá a fim de trair este desajeitado escriba, pertence a Millor Fernandes, mestre na arte da comunicação, a autoria de uma proeza retórica magistral concernente a tal paradoxo. Ele produziu exuberantes provas das contradições não raras vezes flagradas entre os atos e as palavras de algumas figuras proeminentes na cena pública.

Patrono de uma turma de formandos em Jornalismo, brindou os afilhados com pronunciamento, entrecortado de estrepitosas manifestações, que consistiu numa proclamação vigorosa em defesa da democracia. O ato transcorreu em tempos políticos encobertos pelas brumas pardacentas do despotismo.

As frases proferidas contemplaram quase todos os itens da Declaração dos Direitos Humanos. O impacto foi de tal ordem que, ao final, a plateia pôs-se de pé para aplaudir o orador por seguidos minutos. Cessados os aplausos, o patrono revelou, surpreendentemente, arrancando saborosas gargalhadas, que toda aquela empolgante sequência de palavras de exaltação democrática despejadas no recinto, todas sem exceção alguma, haviam sido extraídas de discursos, entrevistas e palestras de manjadíssimos ditadores. Alguém irremediavelmente emaranhado em decisões funestas que implicaram na asfixia das liberdades essenciais.

O oposto frontal a tudo isso é o que nos comunica uma coletânea de frases gentilmente encaminhadas pelo amigo Marcelo Rogério de Castro. As frases são atribuídas a Gandhi e Tereza de Calcutá. Mitos universais, dotados de aura, pode-se afirmar, de santidade, que concentraram na Índia milenar o seu apaixonado fascínio pela aventura humana. Ambos, de maneira radical e saudavelmente inversa às situações mencionadas linhas atrás, harmonizaram coerentemente a conduta, suas crenças, os exemplos de vida com as mensagens propagadas. O que eu digo é o que eu faço, esta a lição deixada. Lição diametralmente contrária aos posicionamentos de numeroso elenco de celebridades que adotam como lema o “faça o que digo e não o que faço.”

Isto posto, passemos logo, para deleite certeiro dos leitores, às reflexões carregadas de humanismo e espiritualidade desses dois seres humanos iluminados.

Tereza de Calcutá primeiro.

Sobre o desperdício. “Quando vejo o desperdício, sinto raiva dentro de mim. Eu não aprovo eu mesma sentir raiva. Mas é algo que não se pode evitar de se sentir após vermos a Etiópia.”

Sobre a pobreza. “Periferia de Calcutá. Às vezes pensamos que a pobreza é apenas fome, nudez e desabrigo. A pobreza de não ser desejado, não ser amado e não ser cuidado é a maior pobreza. É preciso começar em nossos lares o remédio para esse tipo de pobreza.”

Sobre a fé. “Tenha fé nas pequenas coisas, pois é nelas que a sua força reside.”

Sobre o amor. “Não pense que o amor, para ser genuíno, tenha que ser extraordinário. O que é preciso é amarmos sem nos cansarmos de fazê-lo.”

Agora, Gandhi.

Fé e amor. “A minha fé mais profunda é que podemos mudar o mundo pela verdade e pelo amor.”

Religiões. “Para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo jardim. Ou são ramos da mesma árvore majestosa. Portanto, são todas verdadeiras.”

Felicidade. “Dai-me um povo que acredita no amor e vereis a felicidade sobre a terra.”

Futuro. “É ocioso pensar sobre o justo e o injusto, o certo e o errado e os feitos passados. O útil é analisar, e se possível extrair uma lição para o futuro.”

Mais Madre Tereza e Gandhi na sequência.

*Jornalista ([email protected])
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