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Opinião

Convergências nas invocações a Deus

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Sentimentos e emoções idênticos
Crédito: PXHERE

“O caráter divino do caminho ecumênico”. (Papa Francisco, gloriosamente reinante)

Como anotado no comentário anterior, Robert Kehl, pensador suíço, reuniu trechos extremamente sugestivos das invocações à Suprema Divindade formuladas em diversificados cultos religiosos. As palavras utilizadas nesses diálogos dos adeptos de crenças e rituais diferenciados guardam similaridade impressionante. Soam como traço de convergência, de afinidade, de compartilhamento na louvação ao Altíssimo.

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A lista dos pontos coincidentes, como já frisado, é imensa. Temos abaixo esplêndida amostra. (1) Bíblia – “A ti, Senhor, ninguém é igual.” Hinduísmo – “Ninguém, nos mundos é igual a ti.” (2) Bíblia – “Nasceu-vos hoje o Salvador.” Zoroastrismo – “Nasceu-vos hoje o Salvador. A virgem deu à luz.” (3) Bíblia – “Bendita és tu entre as mulheres.” Budismo – “Excelsa entre todas as mulheres terrenas.” (4) Bíblia – “Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça.” Budismo – “Quem tiver ouvidos, ouça a palavra e creia.” (5) Bíblia – “Quem procura, acha”. Taoísmo – “Quem procura, achará.” (6) Bíblia – “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Zoroastrismo – “Em Deus buscamos força, quem poderá estar contra nós?” (7) Bíblia – “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Budismo e Taoísmo – “Cumpre amar os outros, como a si mesmo.” (8) Bíblia – “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.” Zoroastrismo – “Bem-aventurados aqui e bem-aventurados após a morte os que têm o coração puro.” (9) Bíblia – “Portanto ide, ensinai todas as nações (…) e guardai todas as coisas que eu vos tenho mandado.” Hinduísmo – “Aquilo que tendes visto e aprendido comigo, deveis anunciar a todos os homens.”

Estes ditos sagrados, como se vê, de fontes diversificadas, agregam subsídios valiosos à argumentação dos que, tocados pelo ideal ecumênico, trabalham fervorosamente em favor do entendimento fraternal e duradouro entre homens de boa-vontade pertencentes a todas as crenças religiosas.

Importa, agora, conhecer o que pensa o Papa Francisco, gloriosamente reinante, do ideal ecumênico. Ao receber, de certa feita, os participantes de uma Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Francisco afirmou que esta unidade desejada por Jesus “é uma das minhas principais preocupações”; entretanto, recordou que “a unidade não é conformidade”. “A unidade dos cristãos não é um ecumenismo de ‘marcha ré’, não obriga ninguém a renegar a própria história de fé; nem é possível tolerar o proselitismo, que envenena o caminho ecumênico”, aduziu o Pontífice. O Santo Padre recordou também, recentemente, os diferentes encontros ecumênicos dos quais participou, tanto em Roma como fora da Itália, e afirmou que “cada uma destas reuniões foi para mim uma fonte de consolo ao constatar que o desejo de comunhão permanece vivo com intensidade”. Noutro momento, em sua peregrinação constante em busca da paz e da concórdia, em contatos com outras lideranças religiosas, Francisco referiu-se ao “caráter divino do caminho ecumênico, pois a unidade não é fruto de esforços humanos ou fruto da diplomacia eclesiástica, mas um dom do céu”.

O ideal ecumênico levou o sumo Pontífice a dizer ainda que “nossa tarefa é acolher o dom da unidade e torná-lo visível a todos os homens”. Desse ponto de vista, a unidade, mais do que uma meta, é um caminho, com sua tabela de marcha, seus ritmos, às vezes lentos e outras vezes acelerados. E como todo caminho, esperas, tenacidade, fadiga e esforço; não anula conflitos nem cancela contrastes”. Francisco pede atenção quanto à atuação dos que não possuem uma disposição sincera a seguir o caminho correto. “A unidade só pode ser recebida por aqueles que decidem avançar com uma meta que hoje pode parecer muito distante. Entretanto, quem percorre este caminho é confortado pela contínua experiência de uma comunhão felizmente avistada, mesmo que não ainda alcançada”.

* Sobre o autor: Jornalista
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