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Crédito: Divulgação

O risco hídrico, a tendência de alta inflação e as questões fiscais estão na agenda dos desafios da economia brasileira que seguiu em recuperação no segundo trimestre.

As projeções de crescimento estão em 5,1% para 2021, impulsionado por um primeiro semestre de forte expansão com aceleração mais moderada depois disso. A inflação estimada está em 6,4% para 2021, acima da meta de 3,75%. No último relatório de inflação, o Banco Central apresentou disposição de agir para que as expectativas de inflação convirjam para a meta de 3,5% para 2022, quando apresentou medidas impopulares como cessar com o estímulo monetário, em que pese a alta taxa de desemprego e um ciclo de aumentos da taxa básica de juros. Essa está projetada em 6,5% a.a., em um nível considerado neutro, em que a desaceleração e o estímulo ficam equilibrados. As preocupações fiscais ficaram adiadas pela constatação de declínio relativo na dívida pública, mas ainda carecem de medidas concretas para restaurar o superávit primário do orçamento.

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A falta de água pode acelerar a inflação, visto que a alternativa de energia térmica é mais cara. Visto ser um insumo-chave, o racionamento de energia é um cenário a ser considerado. Ainda sobre a depreciação do poder de compra, o aumento nos preços das commodities e a questão cambial são fatores que atingem o núcleo da inflação.

É essencial que o governo sinalize uma redução permanente e sustentável nas despesas para cumprir o limite máximo de gastos e uma fonte consistente de arrecadação, visto que a segunda etapa da reforma tributária tem como objetivo ser neutra em relação à receita, ou seja, um plano robusto para entregar um superávit primário perene antes do ciclo eleitoral de 2022. Portanto, a consistência e a obediência aos fundamentos são fatores-chave ao crescimento da atividade econômica, ao adequado nível das taxas de juros e à estabilidade da moeda.

*Professor de finanças e métodos quantitativos na Universidade Presbiteriana Mackenzie
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