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EDITORIAL | A chance de acertar

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

O Ministério da Infraestrutura anunciou, na semana passada, que o Programa Pro Trilhos já soma 36 requerimentos de empresas privadas para construção e operação de novas ferrovias no País, mediante outorga e com investimentos de R$ 150 bilhões. Ainda segundo a fonte, estes recursos propiciarão a implantação de 11 mil quilômetros de trilhos, cortando 14 estados. Na mesma ocasião, foi revelado que a MRS Logística protocolou quatro pedidos para investimentos em Minas Gerais, além de outros no Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Os projetos para Minas Gerais propõem a construção de uma ferrovia de 302 quilômetros de extensão entre Unaí e Pirapora, outra de 143 quilômetros entre Varginha e Andrelândia, um terceiro trecho de 213 quilômetros entre Ouro Preto e Conceição do Mato Dentro e, por último, uma ramal de 42 quilômetros entre Rio Acima e Belo Horizonte. É bom saber que a malha ferroviária brasileira, depois de um longo e incompreensível processo de desmanche, volta a crescer, mas a política adotada não parece representar o melhor destino para os investimentos planejados.

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Cada um desses projetos são destinados à operação de composições voltadas para o transporte de grãos e ou de minérios, o que não nos parece a maneira mais sensata de recompor a malha ferroviária nacional. De fato, os novos investimentos representam também a oportunidade de integrar toda a rede de transportes, buscando melhorar tanto sua eficiência quanto economicidade, o que significa dizer com espaços para transporte de passageiros e de cargas em geral.

Tudo isso, fundamentalmente, para reduzir custos e criar opções que nos livrem a excessiva dependência do transporte sobre rodas, assim como da pressão excessiva sobre o modal rodoviário. Um esforço que, em termos mais amplos, consideraria também as possibilidades do transporte aquaviário e da navegação de cabotagem.

Não nos parece possível duvidar, ou questionar, o fato de que para o País é essencial buscar melhor aproveitamento das diversas alternativas de transporte para chegar a um sistema integrado, mais racional, eficiente e, sobretudo, mais econômico. O futuro imaginado, e desejado, para o Brasil, tem entre seus componentes cruciais exatamente este esforço, e, repetindo, os investimentos cogitados não deveriam deixar de considerá-lo, o que na prática significa resolver apenas parte do problema.

Ainda há tempo para refletir e mudar de direção. Pelo menos do ponto de vista dos investidores, que devem saber que a opção exclusiva por minérios e grãos absolutamente não é a que lhes oferece melhor retorno.

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