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EDITORIAL | A política em marcha a ré

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Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino

Embora tenha passado mais de trinta anos na Câmara dos Deputados, onde trafegou por diversos partidos, não parece ter aprendido as regras mais elementares do convívio político. Hoje presidente da República, imaginou que poderia subir a rampa do Palácio do Planalto por conta própria e se bastaria com seu comportamento peculiar e numa falsa ideia de independência.

Seria a nova política, livre de todos os vícios e pecados tão criticados e condenados. Não foi preciso muito tempo e mais de vinte pedidos de impeachment protocolados para ele aprender que o jogo é mais sutil e delicado.

Sem partido e sem uma base formal, o presidente já sabe que jogar todas as cartas do pluripartidarismo e sem ter como alterar as regras do jogo é tarefa praticamente impossível.

Eis que, e sempre à sua maneira, ele deixa escapar que a formação de uma base de sustentação está em plena negociação, tendo como eixo, ou alvo, parlamentares ditos independentes, integrantes do chamado “centrão”, bloco onde cabe um pouco de tudo, inclusive algumas figuras de passado que não resistiria a um exame minimamente rigoroso. Seria, enxergam alguns observadores da cena de Brasília, uma espécie de cartada final, e em moldes bem conhecidos, tanto que ministros de Estado teriam sido alertados que pedidos – e exigências? – dos novos aliados devem ser atendidos sem discussão.

Para o Palácio do Planalto, aparentemente nenhum motivo para constrangimento, muito menos para lembrar as palavras do candidato, agora eleito, quando ainda em campanha. Difícil também, face ao elevado grau de imprevisibilidade atual, dar como certa a construção política que, a rigor, sequer foi formalmente anunciada, menos ainda confirmada, apesar dos movimentos que são feitos às claras.

Dificilmente aliados de explícita conveniência serão o suporte que a governabilidade reclama e quando se esperava uma aproximação mais madura e consistente, fundada exclusivamente no óbvio entendimento de que o momento reclama, exige na verdade, integral comprometimento dos políticos e dos gestores públicos, tendo como único e exclusivo propósito ajudar o País a minimizar os danos da travessia que tem pela frente.

Mais preocupante ainda é a constatação de que os avanços tão enfaticamente prometidos, e ainda agora repetidos em discursos de palanques, aos poucos vão abrindo espaço para o tão conhecido quanto antigo “é dando que se recebe”.

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