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Opinião

EDITORIAL | Alívio até certo ponto

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Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Num primeiro momento, para a maioria dos brasileiros tudo faz crer, o sentimento foi de alívio. As manifestações programadas para o dia 7 de setembro, estimuladas e anabolizadas, para além dos limites da sensatez, pelo próprio presidente da República, poderiam fugir ao controle, numa escalada de potencial que não se podia determinar.

Felizmente não foi o que aconteceu, principalmente em São Paulo, escolhida como alvo principal e onde se esperava reunir, quase num delírio, até 2 milhões de manifestantes.  Foram, afinal, cerca de 200 mil, conforme as estimativas dos próprios organizadores, ou a metade, nas contas da Polícia Militar local.

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O roteiro, iniciado na manhã do feriado da Independência em Brasília, se repetiu, em escala bem menor, nas principais cidades brasileiras que, como São Paulo, foram também palco de manifestações, bem mais tímidas, de setores da oposição. Um choque potencial, que poderia ser dramaticamente agravado pela eventual participação de policiais militares ou não, ficou longe de acontecer, não havendo nenhum registro relevante de distúrbio.

Bolsonaro, por sua vez, em aparições em Brasília e São Paulo, foi o de sempre, confundindo-se, quando aconselhou o presidente do Supremo a conter seus pares, e tentando confundir, sobretudo ao tentar transferir culpas a terceiros, governadores principalmente, e se apresentando como defensor da liberdade. Falava para os seus, convertidos, enganosamente se apresentando como a voz da maioria.

Muito pouco para quem prometia fazer da data um novo marco na história do País, mas passou dos limites ao repetir ataques ao Legislativo e Judiciário, cometendo a temeridade, que pode lhe ser fatal, de afirmar que não mais respeitará, quando entender devido, determinações do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse momento, do ponto de vista formal e conforme já assinalado por juristas renomados, passou dos limites para ingressar no terreno do imponderável.

Sobre estagnação da economia, desemprego, carestia e inflação, para não apontar a pandemia e a crise hídrica, nem uma única palavra. Como se já estivéssemos todos na escuridão.

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