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Opinião
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Crédito: Marcos Santos/USP Imagens

A primeira batalha, na Comissão de Constituição e Justiça, foi afinal vencida, produziu um certo alívio que está longe de poder ser tomado como sinal de vitória.

Estamos falando das discussões em torno da proposta de reforma do sistema previdenciário, atualmente em apreciação no Legislativo, tema colocado como de fundamental importância para que as contas públicas tenham condição de se reaproximarem do equilíbrio, abrindo assim espaços para retomada da confiança, para investimentos públicos e privados e, nessa toada, para que o País possa finalmente reverter o círculo de empobrecimento que tantos males tem produzido.

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Não há como deixar de perceber que a situação de desequilíbrio é bastante grave e que não poderá ser contornada por muito tempo mais, conclusão que não parece bastar para que no Legislativo sejam repetidos os piores procedimentos, sobretudo porque o interesse maior, dos brasileiros, sequer parece ser considerado, como o recente anúncio de que o Executivo engordaria substancialmente o valor das emendas parlamentares, desde que receba votos em troca.

É mais do mesmo, mas ainda assim espanta, e revolta, que assunto de tão grande interesse seja tratado dessa forma, tornando imprevisível seu desfecho, com a situação agarrada apenas às suas conveniências e a oposição atirando e mostrando-se absolutamente indiferente àquilo que verdadeiramente importa.

No mínimo, é possível imaginar que ao fim e ao cabo seja aprovada uma reforma de pouca relevância, como já foi feito no passado, apenas para retardar – e por pouco tempo – o desfecho que a sociedade brasileira não deseja. Nada a rigor que possa surpreender.

Os números cruciais, que confirmam as distorções mais impertinentes, origem e causa do déficit cada vez maior, são conhecidos e, claro, não dizem respeito às classes baixas, pequenos assalariados nos setores público ou privado, cuja miséria é igualmente bem conhecida. A rigor eles não vão perder porque na realidade não têm o que perder.




Foram os marajás da República que inventaram e engordam o déficit, com aposentadorias e vantagens despropositadas, que cavaram o buraco que, evidentemente, não têm a menor intenção de tapar, renunciando a privilégios que são tão escandalosos como as aposentadorias que passam dos R$ 100 mil ao mês, por acúmulo e por vantagens que podem ser legais mas, antes, são imorais.

Em outras palavras, e como alguém já disse, enquanto forem as raposas que tomam conta do galinheiro, temos um problema sem solução, não sendo necessária uma bola de cristal para que se possa afirmar que a tão discutida reforma dificilmente avançará além das aparências, se tanto.

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