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Opinião
Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino

Está terminando mais uma semana agitada para os brasileiros, agora por conta das manobras finais que antecederam a apresentação do relatório da CPI da Covid, conforme antecipado com acusações nada lisonjeiras para o presidente da República, familiares e companheiros de governo.

Também causaram incômodos as discussões sobre o novo programa de assistência às famílias de mais baixa renda, com pelo menos duas constatações bastante óbvias: os R$ 400,00 prometidos representam pouco, muito pouco, para quem não tem sequer como se alimentar dentro de padrões minimamente saudáveis e, para completar, mesmo para cumprir o prometido a administração federal não dispõe de recursos e terá que fazer mais que malabarismos para chegar ao fim dessa história com resultados minimamente satisfatórios.

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A pior indicação e as piores consequências são aquelas que apontam que, repetindo as mágicas de sempre e assim produzindo apenas ilusões, será necessário quebrar o teto de gastos, o que bem poderá abrir as comportas para um desastre. Não por acaso, conhecido o teor de reunião da cúpula do governo, na segunda-feira, data em que deveria ter sido confirmado o auxílio, foi preciso parar tudo, cancelar cerimônia no Palácio do Planalto quando os primeiros convidados começavam a chegar e admitir a proximidade de uma encruzilhada bastante perigosa.

O suficiente para derrubar o mercado de capitais, elevar a cotação do dólar à beira dos seis reais enquanto os juros futuros davam salto também bastante preocupante. Sobretudo porque tudo isso acompanhado, na quarta-feira, de pedidos de demissão dos secretários Bruno Funchal, do Orçamento, e Jeferson Bittencourt, do Tesouro, baixas que fizeram crescer as especulações sobre o destino do cada dia que passa mais enfraquecido economista Paulo Guedes.

O “Posto Ipiranga”, apresentado pelo então candidato Jair Bolsonaro como aquele que sabia tudo sobre economia e comandaria, a partir de um amplo programa de privatizações e concessões, a recuperação da economia e o fim do desemprego, na realidade foi mais um chamariz na campanha e um afago ao setor financeiro e empresários, que propriamente o comandante da virada que não aconteceu. Nesse ambiente, em que até uma “bolsa diesel” foi prometida aos caminhoneiros pelo presidente Bolsonaro na última quinta-feira, as incertezas crescem, o que já estava ruim só pode parecer ainda pior.

Não por outra razão, os principais indicadores da economia e suas projeções para o futuro continuam sendo revisados para baixo, enquanto a única fórmula que parece realmente interessar é aquela capaz de assegurar votos na eleição do próximo ano.

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