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Opinião

EDITORIAL | Comemorar mas refletir

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Crédito: Divulgação

Depois de seis anos, o funcionalismo público mineiro poderá ter um Natal mais tranquilo, ou pelo menos previsível, confirmado o anúncio do governador Romeu Zema de que o décimo terceiro salário será pago integralmente no dia 15 de dezembro. Para as duas partes, de qualquer forma, um alívio e uma vitória que merecem ser bem comemoradas, mesmo para quem sabe que, essencialmente, a regularização foi possível por conta da indenização paga pela Vale em compensação pelo desastre de Brumadinho.

O governo mineiro, conforme o comunicado anunciando a boa nova, prefere vê-la de forma diferente, como consequência do aumento de investimentos no Estado, com impacto na arrecadação e maior disciplina nos gastos. Enxergar a questão dessa maneira, por maiores que possam ter sido os esforços realizados, embute uma miopia que é preocupante.

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As contas estão ainda longe do equilíbrio e o Tesouro mineiro, mantidas as condições atuais, dificilmente será capaz de sustentar por muito tempo o feito que agora é comemorado. Basta lembrar, para que não permaneçam dúvidas, o tamanho da dívida do Estado com a União, objeto de negociações emperradas porque embutem exigências que o Estado não pode aceitar, dentre elas a privatização de empresas públicas como Cemig e Copasa, além de um congelamento geral de investimentos que condenam Minas Gerais à estagnação.

Tudo isso leva à conclusão de que continua sendo fundamental avançar na direção de aliviar o peso que o Estado carrega, seja com os custos do próprio funcionalismo e seu sistema previdenciário, seja com despesas que poderiam ser evitadas ou traduzem privilégios, que sem qualquer esforço podem ser classificados como abusivos. Estamos apontando, ou cobrando, a racionalidade que deveria ser compulsória, da mesma forma que o fim dos arranjos de viés político, contemplando apadrinhados ou categorias com maior poder de pressão, mantidas à custa de uma desordem que ao fim e ao cabo a todos atinge.

Tais reflexões, no nosso entendimento, deveriam ser o verdadeiro legado das dificuldades enfrentadas nos últimos anos, não diminuem os méritos dos avanços realizados, ao mesmo tempo em que demonstram que é preciso fazer muito mais, seja para manter o terreno conquistado, seja para evitar, como dissemos acima, indesejável retrocesso. Num ambiente mais próximo do ideal, este deveria ser também o sentimento dos gestores públicos e dos políticos, assim como dos beneficiários em geral de benesses e vantagens que mais dia menos dia simplesmente não terão como ser sustentadas.

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