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[EDITORIAL] Como chegamos a esse ponto?

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Com o presidente Bolsonaro hospitalizado em São Paulo, ainda em recuperação, em Brasília a política começa a assumir, ou reassumir, suas características, mostrando que a prometida renovação, mesmo com a troca de nomes que chegou a surpreender e causar alguma esperança, não parece estar acontecendo. Não, pelo menos, à altura e gravidade dos problemas a serem enfrentados e diante dos quais os congressistas são as peças mais relevantes. Mudou, mas não mudou.

Na equipe de governo já houve mais otimismo. A velha história dos cem primeiros dias, em que o eleito tem bem nítida a força da vitória, ocasião aproveitada para as mudanças mais fortes, vai aos poucos sendo apagadas, sem que os assuntos que realmente interessam sejam colocados em pauta para valer. Caso da reforma previdenciária, apontada como peça-chave das mudanças que viriam na sequência, e diante da qual surgem os primeiros sinais de que não será tão fácil nem tão rápida como se imaginava. Agora, e com algum otimismo, imagina-se que a matéria possa ser votada em meados do ano.

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Enquanto isso as contas não fecham e o déficit vai crescendo, produzindo uma conta matematicamente insustentável. A estudiosa Patrícia Avellar, mineira de Sete Lagoas, fez algumas contas que reforçam essa ideia. Temos um presidente e um vice-presidente da República, presidentes da Câmara e do Senado, 81 senadores e 513 deputados federais. São mais 27 governadores e 27 vice-governadores, 27 assembleias, 1.049 deputados estaduais, 5.568 prefeitos e outros tantos vice-prefeitos, mais 5.568 câmaras municipais ocupadas por 57.931 vereadores.

São 71 mil políticos servidos por 17,2 mil assessores na Câmara e no Senado, outros 27 mil nas assembleias estaduais e – pasmem – 600 mil nas câmaras municipais. Essa gente, e as contas apontam uma pequena parte do funcionalismo, custa R$ 248 mil por minuto, R$ 14,9 milhões por hora, R$ 357,5 milhões por dia e R$ 10,7 bilhões por mês. São R$ 128 bilhões de custos diretos por ano, sem contar o Fundo Partidário e o sistema previdenciário.

São os gastos com as pessoas que, mais diretamente, conduzem o nosso País, com a responsabilidade de sua administração. Custam tão caro e produzem resultados que, como regra, tem estado não mais que no nível da mediocridade. A autora do pequeno estudo que serve de base a este comentário se pergunta como deixamos chegar a esse ponto. Pergunta que, muito provavelmente, todos que conhecerem estes números repetirão, indagando também por quanto mais resistiremos ou toleraremos.

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