COTAÇÃO DE 23 A 25/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6270

VENDA: R$5,6270

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,8030

EURO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,6750

OURO NY

U$1.792,47

OURO BM&F (g)

R$327,87 (g)

BOVESPA

-1,34

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião

EDITORIAL | Horizonte carregado

COMPARTILHE

Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A calma aparente dos últimos dias, com ares de trégua mas com direito a pequenos deslizes para que não nos distanciemos muito do mundo real, deu espaço para que algumas vozes importantes se fizessem ouvir, dando conta da precária situação econômica do País.

Para resumir, houve até quem dissesse que, examinados os números e feitas algumas contas, resta a conclusão de que estamos muito próximo de uma situação de falência. Por seu lado, o ministro Paulo Guedes, que quase sempre procura jogar água fria na fervura, disse que o “barulho político” mantém o dólar nas alturas e barra avanços consistentes, que produzam pelo menos esperanças, no campo da economia.

PUBLICIDADE

A rigor, para quem observa e presta atenção, nenhuma surpresa. Da mesma forma não trouxeram surpresas alguns estudos divulgados durante a semana, dando conta de que as esperanças de retomada no próximo ano, animada pela melhoria nas condições sanitária e pela trégua anunciada no campo político, muito provavelmente serão frustradas.

Fortemente frustrada, é devido acrescentar, com bancos como o Itaú e instituições de pesquisa econômica colocando o provável crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) abaixo de 1% em 2022. Para o presidente Bolsonaro e suas pretensões de um segundo mandato, aparentemente cada vez mais distantes, pode ser algo equivalente à tempestade perfeita. Na prática, mais m risco.

A ninguém é permitido ignorar que a corrida eleitoral, por enquanto solitária, segue trabalhando intensamente, para o atual inquilino do Palácio do Planalto, com prestígio e apoio em baixa, as esperanças residiam exatamente numa certo alívio na economia, que certamente seria explorado a seu favor. Mais um perigo.

São os pacotes de bondades que correm, velozes, à margem de orçamentos e quaisquer preocupações racionais e devem significar que as contas que já estão ruins ficarão piores ainda. Sem nenhum disfarce, às claras, e cavando mais fundo os buracos do déficit e da dívida pública.

Resta ao mercado, aos agentes econômicos e financeiros, que tanto apostaram nas mudanças prometidas, tentar resistir, mesmo que num ambiente a cada dia que passa mais difícil.

Mesmo que com alguma precaução já é possível dizer que os poderes da República se acalmaram, entenderam que é preciso ter mais juízo. Falta-lhes entender, diante das condições da economia, que não se pode medir esforços para que não se cumpram as previsões de que o Brasil caminha na direção da falência.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!