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Crédito: Freepik

O diabo afinal pode não ser tão feio quanto parece. Por diabo, no caso, entenda-se a pandemia, que provocou a quarentena, que paralisou a economia. Os números mais recentes sobre o comportamento do consumo, em parte alimentado pelo auxílio emergencial, apontam crescimento que não era previsto.

Caso do varejo, com três meses seguidos de resultados positivos e surpreendentes 5,2% de expansão no mês de julho, enquanto a indústria mostra que se aproxima dos volumes registrados antes da quarentena, com destaque para a construção, onde são vistos sinais animadores com relação também ao aquecimento da oferta de empregos.

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Interessante observar que sinais semelhantes são observados no resto do planeta, para variar com a China saindo na frente e exibindo 11,5% de crescimento no segundo trimestre do ano, em comparação com igual período de 2019. Para os Estados Unidos, país que mais sofreu, e sofre, com a pandemia, espera-se que a expansão chegue aos 7,2% entre julho e setembro, terceiro trimestre do ano.

Estimativas correntes projetam para o conjunto de países, crescimento entre 10% e 15% até outubro. Motivos para alívio, porém com cautela, face às incertezas que ainda acompanham a pandemia, com o alerta vindo da Europa onde a possibilidade de uma “segunda onda” de contaminações é levada a sério.

Aqui, do outro lado do Atlântico, a sensação que começa a prevalecer também remete às palavras que abrem esse comentário e até mesmo a inquietação com relação aos sinais de que a inflação que está nos rondando são tomados como positivos, indicadores de confiança. Mesmo lembrando que a queda verificada devolveu os valores da economia aos níveis de 2009 e que, com bons ventos, poderá chegar ao patamar de 2014 no próximo ano. Resumindo, empobrecemos e a velocidade do caminhar para a frente será proporcional ao grau de confiança no controle da pandemia.

Em todos os sentidos, esta é a chave, algo que tem a ver também com a possibilidade, já mais próxima, de disponibilidade de uma vacina eficaz. Também pesa, dizem os estudiosos, o fato de que a poupança do setor privado subiu R$ 443 bilhões, ou 6% do Produto Interno Bruto, no primeiro semestre do ano, mantendo-se acima dos três anos anteriores. Em bom português, é dinheiro disponível e que, havendo confiança, pode ajudar a irrigar a economia, tomando a direção tanto do investimento produtivo quanto do consumo.

São motivos de alento, principalmente porque colocam o mundo e o Brasil próximos da possibilidade de crescimento em V, em que uma das pernas representa o tombo e a outra, apontando para cima, a recuperação rápida. Tomara.

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