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EDITORIAL | Minas exige o que é seu

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Crédito: CHARLES SILVA DUARTE / Arquivo DC

Depois de mais de 20 anos de virtual paralisação, as perspectivas de retomada de construção do metrô de Belo Horizonte permanecem incertas, ao contrário do que foi dito não faz muito tempo, com garantia pessoal do presidente da República. Estamos falando, e mais uma vez, da construção da Linha 2, que levaria os trilhos até o bairro Calafate, ao custo estimado de R$1,2 bilhão, recurso proveniente de indenização a ser paga pela Ferrovia Centro Atlântica (FCA), a título de indenização e multa pelo abandono de ferrovias sob sua concessão no Estado.

Cabe lembrar que o uso desses mesmos recursos em outras regiões chegou a ser cogitado e até anunciado até que se anunciasse, por meio do Ministério da Infraestrutura, que a indenização da FCA seria aplicada no Estado, com opção justamente pela Linha 2 do metrô de Belo Horizonte.

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Pode ser que sim, pode ser que não, uma vez que o entendimento anunciado, resultado da crença de que Minas teria que ser recompensado pelos 750 quilômetros de ferrovias abandonadas pela FCA em seu território, ainda pode ser desmanchado. Na realidade, já estaria sendo desmanchado porque as prestações mensais pagas pela FCA desde janeiro, um num total de 60, estão caindo na conta do Tesouro Nacional. Mais uma queda de braços entre os ministérios da Economia, que cobiça os valores em questão, e da Infraestrutura, que por enquanto parece estar perdendo a parada ou pelo menos as prestações quitadas, algo entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões.

Lembrando que a FCA tem mais 1,5 mil quilômetros de ferrovias abandonadas no Estado, o que mais dia menos dia se transformará em novas indenizações, é fundamental que Minas Gerais, a totalidade dos mineiros, compreendam a extensão do prejuízo que poderão sofrer e, mais uma vez, o grau de desrespeito com que são tratados os assuntos de interesse do Estado, que assim vai perdendo recursos, representatividade e, sem exagero algum, seu lugar de direito, bem traduzidos na extensão territorial, na população e no fato de ser a terceira – bem perto de retornar à segunda posição – maior economia do País.

Na semana que está terminando, o assunto foi oportunamente discutido na Comissão Extraordinária Pró Ferrovias Mineiras da Assembleia Legislativa, que além de denunciar a burla que está em vias de ser consumada, reclamou que todas as lideranças mineiras, políticas, acadêmicas e empresariais, se mobilizem para denunciar o abuso que está por ser cometido e, com todo vigor necessário, exigir que seja cumprido o acordo firmado anteriormente, garantindo que a indenização paga por prejuízos sofridos pelo Estado, seja revertida a quem de direito.

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