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EDITORIAL | Mudar para não afundar

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Crédito: Manoel Evandro

A tragédia da pandemia, que nos cobra, em vidas, um preço terrível, faz estragos também dramáticos na economia, conforme indicam as avaliações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre as vendas no comércio varejista no mês de abril, com queda média de 16,8%, a mais alta já apurada na série histórica.

Em Minas Gerais, segundo a mesma fonte, a queda ficou em 14,3%. Números dramáticos, antecipando que será também muito difícil o processo de recuperação que, já apontam alguns estudiosos, demandará, além de mais sacrifícios, mudanças que tornem o ambiente de negócios menos hostil, ou mais racional, livre da burocracia tanto excessiva quanto custosa e da tarefa, já impossível, de sustentar um sistema público ineficiente e perdulário, onde em plena crise sanitária, por mais absurda que possa ser a situação, ainda existem espaços para a compra de respiradores superfaturados.

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Na semana que passou, e por coincidência, no mesmo dia em que foram divulgados os números relativos ao comportamento do comércio, o Banco Central anunciava nova redução na taxa básica de juros (Selic), a partir de agora fixada em 2,25% ao ano.

Também neste caso, um número inédito para o País e já festejado nos círculos oficiais como sinal de nuvens menos carregadas no horizonte. Não é o que pensa a maioria dos empresários, aqueles mesmos que ainda na quarta-feira passada ouviram o anúncio da liberação de mais R$ 3 bilhões em créditos para pequenos e médios negócios, mas que, no mundo real, continuam esperando, bolsos vazios, os recursos prometidos anteriormente.

Remarcar estes pontos, ritual que se repete com indesejada frequência neste espaço, reflete o desejo, ou a obrigação na realidade, de fazer ver que a questão sanitária paralisou a economia e, se já não fosse muito, desequilibra ainda mais as contas públicas, gerando aquilo que alguns gostam de definir como tempestade perfeita, sobretudo porque a gestão pública parece não se dar conta da situação e seus agentes não reagem como deveriam. A situação é de guerra, mas os radares não funcionam e as miras procuram alvos equivocados.

Vozes respeitáveis já nos disseram que o quadro, tomado pela vertente sanitária ou pela econômica, demanda em primeiro lugar consenso e união, além de senso de realidade e de urgência. Tudo isso com disposição genuína para enfrentar mudanças que são impositivas, para de fato colocar o Brasil e os brasileiros em primeiro lugar, abrindo-se espaços para a construção de um projeto de governo, de Estado, tão vigoroso quanto reclama a situação.

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