COTAÇÃO DE 23 A 25/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6270

VENDA: R$5,6270

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,8030

EURO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,6750

OURO NY

U$1.792,47

OURO BM&F (g)

R$327,87 (g)

BOVESPA

-1,34

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião

EDITORIAL | Na direção do abismo

COMPARTILHE

Crédito: Freepik

A posse do novo governo em 1985 não marcou apenas o fim do governo militar e a redemocratização. Cumprida a transição, com o incidente da morte de Tancredo Neves, houve na realidade um processo de acomodação, fruto tanto do esgotamento do regime que chegava ao fim quanto a necessidade de não incomodar interesses maiores e, a rigor, prevalentes durante toda a República, com diferenças que jamais foram além das aparências.

O entendimento e reconhecimento desse processo são essenciais para que se compreenda a própria história do País, assim como a persistência de erros que vão se acumulando, já próximos do limite do esgotamento. Sem ideologias, sem projetos ou qualquer coisa que vá além de interesses pessoais ou de grupos.

PUBLICIDADE

Voltando ao passado, mantido como referência o marco principal da redemocratização, cabe lembrar que naquela ocasião a liberdade não era o único ponto considerado. Havia o reconhecimento, pelo menos da boca para fora, que o País acumulara distorções que eram também sinônimo de injustiças e desequilíbrio, situações que precisavam ser enfrentadas e modificadas. Eram as reformas prometidas, assumidas como unanimidade mas, de fato e em todos estes anos apenas retórica ou conveniência, principalmente em momentos de eleição. Prevaleceu, em todos estes anos, a ideia central de fingir mudar para garantir que tudo permaneça como está.

Uma regra mais uma vez confirmada. O governo atual foi eleito condenando o velho e prometendo o novo, simbolizados pelo fim da corrupção e de todos os arranjos que ao longo do tempo sugaram as energias e recursos do País.

O atual mandato caminha para o fim sem que nada, pelo menos nesse sentido, tenha acontecido, principalmente o reequilíbrio fiscal, que o hoje presidente da República prometia alcançar com disciplina e método. Mais proveitoso nos parece recordar que está em exame no Legislativo, presentemente, projetos que tangenciam a reforma administrativa e a reforma do Estado, porém na direção aposta do necessário.

Não para extirpar as gorduras acumuladas ao longo de décadas e traduzidas em privilégios para os que estão no alto da pirâmide da administração pública ou para os que estão nos degraus mais baixos e, no todo, representam, além de distorções descabidas, uma situação que os contribuintes, o Tesouro, não têm mais como sustentar. Mais uma vez os movimentos ensaiados são feitos justamente para não mexer nesses privilégios e, pior ainda, criar obstáculos ainda maiores à boa gestão. Pelo que se vê caminhamos nessa direção e mais próximos ficamos do abismo.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!