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EDITORIAL | O fósforo foi riscado

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Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto. Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino

Desde que assumiu o governo, ou antes até, o presidente Bolsonaro vem cortejando, sempre que ocasião se apresenta, integrantes das diversas forças policiais, em que imagina contabilizar fortes aliados. Nesse processo é bem possível que ao prometer reajustes salariais para integrantes das polícias Federal e Rodoviária ele tenha acabado dando um tiro no próprio pé, cutucando todo o funcionalismo público federal, que já se movimenta em nome da sempre lembrada nessas ocasiões, a “isonomia”. Sendo impossível, do ponto de vista orçamentário e até legal chegar a tal extremo, o que talvez até lhe agradasse, Bolsonaro vê crescer a movimentação exatamente nas áreas mais sensíveis, como a Receita Federal, numa rebelião às claras e que tem, como um de seus ingredientes, ameaças de greve.

Se vingar, isso pode significar, entre outras coisas, a paralisação da máquina arrecadadora e, numa reação em cascata, travar também importações e exportações, o suficiente para colocar o País e o governo de quatro. Pode acontecer, já que o raciocínio é ou todos ganham ou todos perdem, não importa o destino da conta. Uma espécie de círculo vicioso em que, perversamente, se agita, se mobiliza e ameaça exatamente os integrantes da alta burocracia, onde salários de mais de R$ 20 mil por mês absolutamente não impressionam, sem que seja preciso pôr na mesa o cardápio de vantagens indiretas. Ou alguém por acaso não sabe por que Brasília é a cidade brasileira de maior renda per capita?

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Fato é que, dessa vez, o presidente da República em pessoa riscou o fósforo que agora não sabe como apagar. Ele mesmo que, em campanha prometeu dar fim ao Estado inchado, incapaz de pagar suas contas, começando pelo que chamou de penduricalhos que adornam as folhas de pagamento, sobretudo dos que estão no andar de cima. Foi o mesmo que disse e prometeu que acabaria com as sinecuras que marcam o serviço público e, na ponta, se transformam na conta que todos nós, contribuintes, somos obrigados a pagar, sustentando um sistema que se tornou disfuncional. Nesse enredo um tanto repetitivo, só cabe agora aguardar os próximos capítulos, num ano que promete ser agitado ao extremo.

Como esperar que o bom senso prevaleça, provavelmente seja querer demais no justo momento em que a chave do cofre foi retirada do Ministério da Economia e entregue, sem mais aquelas, aos políticos que só têm olhos para as eleições de outubro, cabe acreditar que a reação possa vir de um sentimento coletivo que parece adormecido, indiferente aos abusos repetidos como nefasta rotina.

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