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EDITORIAL | O problema e a solução

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Ministro da economia, Paulo Guedes
Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Contando com uma possível trégua, em outras palavras, que o presidente da República, depois do susto, ou frustração, em que se transformou a aventura do 7 de setembro, se contenha, o ministro Paulo Guedes, otimista como sempre, já enxerga espaço para a retomada da pauta econômica e antecipa mudança, para melhor, no humor dos agentes econômicos. A prudência, especialmente para quem convive com o ambiente de Brasília e seus personagens, é recomendável, tantos são os sinais de alarme que persistem em azucrinar quem, de fato, coloca o Brasil em primeiro lugar.

Por exemplo, extremos opostos que são também perversos. De um lado a perda de renda, por conta de situações que não precisam ser lembradas aqui, de outro a carestia, que tem como símbolo maior o aumento de preços do gás de cozinha, dos derivados de petróleo e, na esteira, também do etanol, com a má sorte de uma safra frustrada.

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É o assunto do momento, com os governadores, que já se movimentam em reação, acusados de responsáveis pela situação, que seria resultado do apetite com que abocanham sua fatia do ICMS. Cobram esclarecimentos, cobram, juntamente com outras vozes que se levantam, que seja aberta a caixa preta da composição de preços da Petrobras, provocando um desastre coletivo que já rouba até o trabalho dos motoristas de aplicativos.

Muita coisa pode ser feita, não resta dúvida, mas é de se estranhar que o principal ponto não tenha sido lembrado. Afinal esta semana até o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, teve que lembrar que os brasileiros são os principais acionistas da Petrobras, hoje dona de petróleo suficiente para abastecer com sobras o País.

Como então explicar, e muito menos aceitar, que os preços de derivados de petróleo praticados internamente sejam os mesmos do mercado internacional, ditados pelo lobby da Opep e seus verdadeiros patrocinadores, as grandes petrolíferas globais, de certa forma ainda donas do poder mundial? Que ninguém se engane, ou seja enganado, este é o ponto, é o resultado da força de quem tem força para mandar, mesmo que se escondam atrás de desculpas que não resistem à inteligência mediana.

As petrolíferas ditam o jogo, as multinacionais do petróleo e regalam como sempre, e o Brasil prossegue atolado na sua cegueira, aceitando passivamente uma condenação que não mais faz sentido. Temos petróleo, já podemos nos dar ao luxo de acrescentar que de sobra, mas dependemos ainda dramaticamente do refino.

Eis o foco de atenções, a tarefa a ser cumprida para que o Brasil finalmente tire proveito dos esforços que começaram na metade do século passado e em duas décadas nos levaram ao presa, mesmo com as concessões ainda capaz de dar as respostas que precisamos.

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