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Opinião

EDITORIAL | Olhos para enxergar

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CRÈDITO: ALISSON J. SILVA

A crise global na oferta de semicondutores, provocada por retração na produção, uma das consequências da pandemia, justamente em momento de forte pressão de demanda, parece ainda distante de ser resolvida, afetando em especial a indústria automotiva. Diante da inesperada e inédita situação, as economias mais fortes se movimentam, anunciando investimentos bilionários, contados em dólares. Somente nos Estados Unidos, conforme noticiado no DC, as previsões são de gastos da ordem de US$ 250 bilhões, com o duplo objetivo de garantir o suprimento da indústria local e reduzir a dependência externa.

Interessante notar a mudança de atitude, em que novamente se percebe os efeitos indiretos da pandemia. Antes, e até com uma certa arrogância, países altamente industrializados e ricos passaram a transferir a produção para fora de suas fronteiras, na busca de mão de obra mais barata e outras facilidades. A lição veio, simbolicamente, no auge da pandemia, com a escassez de respiradores, então com a produção concentrada em países asiáticos, o mesmo acontecendo com outros insumos críticos. Parece ter ficado suficientemente claro que os conceitos de globalização implicam riscos que devem ser mais bem avaliados. Mais ainda em áreas extremamente estratégicas e em que a demanda tende a crescer exponencialmente.

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Diante dessa situação, que também já afeta seriamente sua indústria, o Brasil parece ser mero espectador, não dá sinais de reações, busca direção oposta mandando fechar sua única – e pequena – fábrica de semicondutores, localizada no Rio Grande do Sul, que tem capitais públicos e é considerada pelos burocratas de Brasília como excessivamente custosa. Fica a impressão de que somos realmente condenados ao atraso e à dependência. Nos anos 70, uma fábrica de semicondutores, a Transit, chegou a ser erguida no Norte de Minas, fruto da visão de Hidemburgo Pereira Diniz, alguém de quem se pode dizer que pensava grande. Perdeu a parada, e seu sonho, por forças contrárias muitíssimo mais poderosas.

Nada muito diferente do que aconteceu, já no século atual, com a Unitec, instalada em Ribeirão das Neves e que está parada faz dez anos, sem nunca ter chegado à etapa de produção. Difícil acreditar que a situação atual não baste para abrir os olhos daqueles que têm poder de decisão, mas não são capazes de perceber o que se passa e quais são os riscos que estão adiante. É possível que talvez lhes seja mais fácil compreender que o que é bom para os Estados Unidos pode perfeitamente ser bom também para o Brasil.

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