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Opinião

EDITORIAL | Pacto para o recomeço

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Crédito: REUTERS/Adriano Machado

De Brasília, de alguns de seus gabinetes mais importantes, chegam alguns sinais alentadores, como o anúncio de que Executivo, Legislativo e Judiciário, por seus mais graduados representantes, começam a esboçar uma espécie de pacto de governabilidade que se traduza em convergência e harmonia, criando um ambiente em que se possa discutir, de forma propositiva, os grandes temas de interesse nacional. É um grande avanço e que pode se transformar numa virada. Conforme os relatos que chegam da Capital Federal, essa guinada, que teria partido do Palácio do Planalto e da atuação direta do presidente Jair Bolsonaro, pode ter sido de alguma forma inspirada pelas manifestações contra e a favor do governo, realizadas nas últimas semanas.

Depois de cinco meses de letargia e de um caminhar errático, este é um avanço que pode ser promissor, desde que a convergência proposta se dê em torno de temas relevantes, que digam respeito à superação das dificuldades que o País enfrenta, principalmente no campo econômico, sem mais espaços para as questões que, pelo menos no contexto que se apresenta, tem pouca ou nenhuma relevância. Precisamos sim é saber o que se passa, conhecer o tamanho verdadeiro do buraco orçamentário e, a partir daí, assumindo as mudanças e os sacrifícios que serão inevitáveis, dar início ao processo de reconstrução. Com menos espaço para velhas lembranças e nenhum espaço para as práticas que levaram o País à situação em que se encontra.

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Ambiciosos, talvez no limite da utopia, entendemos que o País que se enxerga e se declara à beira do precipício de uma crise cujos exatos contornos não têm como ser definidos, queremos acreditar que Brasília tenha finalmente despertado. E não apenas para propor, como está colocado, um pacto que possibilite a governabilidade sem os frágeis e onerosos artifícios até agora utilizados. Preferimos supor que finalmente tenham sido abertas as portas para a construção de um projeto para o País, com linhas, diretrizes e objetivos permanentes, a serem cumpridas com rigor. Um projeto para o futuro, tão definitivo quanto possível, e não mais projetos personalistas, à base de concessões e destinados apenas a garantir sucesso nas eleições, ainda que à custa de fracasso mais amplo, coletivo, como tem acontecido.

Mudar nessa direção, mudar para fazer tudo que foi adiado ao longo de anos e anos, é o verdadeiro desafio, é o que precisa ser feito, é o sentido do pacto proposto e que absolutamente não pode se transformar em mais uma costura mal alinhavada, feita apenas para acomodar conveniências. Pode e deve ser diferente, até porque não existe outra forma para que o País reencontre o seu rumo.

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