Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Impossível, por horas, fazer previsões com um mínimo de precisão, avançando além da certeza de que a crise sanitária e econômica que o planeta enfrenta é de proporções inéditas nos tempos modernos.

E o dilema consequente não é isto ou aquilo, salvar vidas ou salvar a economia, e sim isto e aquilo. Salvar vidas e salvar a economia, num esforço que supõe união, conhecimento, coordenação e eficiência, cimentadas pela união de propósitos, derivada da elementar constatação de que não existe outra possibilidade. Algo que, de forma mais leve, resume texto publicado nas redes sociais, sem atribuição de autoria.

Difícil administrar um reino onde uma parte tem medo da morte, outra tem medo da fome…e a terceira quer atear fogo no castelo. Só espero que ao final de toda essa crise os que estão com medo da morte e os que estão com medo da fome se unam contra os que querem atear fogo no castelo.

Muitos, mundo afora, poderão enfiar a carapuça, mas é certo que ela se aplica muito especialmente ao Brasil, o que por sua vez nos remete a recente fala do presidente da Associação Comercial de Minas, Aguinaldo Diniz e já publicada neste jornal.

O empresário lembra as proporções dos problemas a enfrentar, assinala que não se pode esperar que as respostas e as soluções venham exclusivamente do setor público, face à sua precária condição financeira, e propõe um pacto nacional para o enfrentamento desses desafios, envolvendo governos, empresários e toda a sociedade.

“Precisamos fazer o mercado voltar a girar em pontos essenciais…para podermos sair dessa crise fortalecidos e maiores do que entramos”. E completa: “mas é preciso racionalidade, solidariedade, sendo de urgência e responsabilidade”.

O presidente da Associação Comercial, como tantos outros, enxerga o mundo numa situação de guerra e vê o Brasil no grupo dos mais fracos, diferença que se pode superar justamente pela união de propósitos, na forma do pacto que produza o entendimento de todos os brasileiros sobre a natureza da guerra já em curso e forma como resultado do objetivo comum e claramente definido como tal.

Tudo isso produzindo também racionalidade que resulte na contenção do coronavírus e abra espaços para a retomada da economia de forma gradativa, com cautela, mas evitando que os danos colaterais assumam proporções igualmente fora de controle.

Entender o que se passa, entender as responsabilidades de todos e de cada um, assim percebemos o convite do presidente da Associação Comercial de Minas, esperando que rapidamente ele seja a causa de todos os brasileiros.