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Opinião

EDITORIAL | Pagando caro pela omissão

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Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino

O era esperado está confirmado, com o anúncio, pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), de que a crise hídrica já deixa Minas Gerais em situação de alerta. Pior, reconhece que, mesmo diante do mais intenso ciclo de estiagem em 90 anos, a situação poderia ter sido evitada, caso houvesse ações preventivas e mais cuidadosas, por exemplo, com relação ao volume mínimo dos reservatórios, fator crucial que não foi observado.

Como o problema não diz respeito apenas à questão das condições operacionais das usinas hidrelétricas e, consequentemente, do fornecimento regular e suficiente de eletricidade, cabe mencionar também o suprimento de água potável, outro problema à vista e já presente em algumas cidades do interior. No geral, o que acontece em Minas – a “caixa d’água do Brasil” – se repete nas regiões Centro e Sul.

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Na primeira metade do ano, diante dos primeiros sinais de que a estiagem poderia causar problemas à frente, mencionou-se que as perdas do início do ano poderiam ser compensadas com chuvas mais generosas no segundo semestre, suficientes pelo menos para retirar os reservatórios das grandes hidrelétricas da situação crítica.

Não aconteceu, o tempo foi passando e mesmo agora, diante das perspectivas de que o período chuvoso possa estar começando, os indicativos são de que as chuvas permanecerão abaixo da média para o período e serão irregulares. Em outras palavras, os prognósticos são ruins, conforme já admite o próprio governador Romeu Zema.

Para a energia elétrica, segundo parecer dos responsáveis pelo setor, o maior impacto será sobre os preços, já que usinas termelétricas, de operação mais cara, já estão sendo acionadas. Permanecem, inclusive, as garantias de que não haverá desabastecimento ou apagões, sendo, no entanto, altamente recomendável que os próprios consumidores procurem racionalizar no limite do possível seus gastos. Ele se aplica ao consumo de água encanada, que já começa a faltar inclusive em algumas cidades mineiras, enquanto com relação a Belo Horizonte a Copasa garante que não existem riscos de desabastecimento.

Seja como for, cabe lamentar que lições anteriores não tenham sido aprendidas, com o desperdício de água tratada, sobretudo em virtude de perdas nos sistemas de distribuição, podendo chegar até aos 60%, percentual que no Estado estaria pela metade, ainda assim muito alto.

Resumindo, para concluir, os problemas que hoje nos afligem e que podem ganhar proporções bastante graves nos próximos meses não existiriam, ou seriam muito menores, se houvessem providências tão elementares como exigir a manutenção de níveis mínimos para os reservatórios, o que só foi feito agora.

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