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Opinião
Crédito: Filó Alves/Arquivo DC

Não faz muito tempo e todas as atenções no País pareciam voltadas para a questão da mobilidade, que, plenamente assegurada, teria o condão de mudar radicalmente, e para melhor, a qualidade de vida nas grandes cidades brasileiras. Transporte de massa ao alcance de quem dele necessitasse e grandes vias expressas seriam, dizia-se, o grande legado da Copa do Mundo de futebol e, adiante, da Olimpíada. Deu no que deu e foi muito além do vexame da derrota para a Alemanha, com obras que nunca saíram do papel – caso da linha de metrô que ligaria o Centro de Belo Horizonte ao Mineirão, a tempo de transportar os torcedores da Copa.

Na escala pretendida, de solução, o assunto simplesmente morreu, ainda que, de vez em quando, como há pouco, ressurjam promessas de que finalmente haverá verba para ampliação do metrô, que, hoje, a rigor, pouco representa para a cidade e seus passageiros. No início da semana, a situação ficou bem clara com a greve dos trabalhadores no transporte urbano que alcançou adesão inédita, afetando as vidas de milhares de pessoas, prejudicando o comércio, que esperava justamente agora entrar num ciclo de recuperação, e as atividades produtivas em geral. Para os empresários do setor, não há como negociar, posto que não têm como pagar mais a seus funcionários.

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O tema evidentemente comporta larguíssimas discussões, que poderiam tomar diversos caminhos. Diante dos fatos, no entanto, vale mais a pena simplesmente apontar o que está acontecendo, o suficiente para evidenciar o preço elevado que é pago porque, simplesmente, a questão da mobilidade, tão falada faz pouco tempo, foi esquecida e engavetada, enquanto cresceu a demanda e a dependência do transporte sobre rodas, de baixa eficiência e custos elevados. Sem solução à vista, parece que breve todos estarão condenados a andar a pé, posto que a circulação de veículos leves, com a cidade transformada num grande e único congestionamento, também será impossível.

Claro, claríssimo, está que não dá mais para continuar esperando, assistindo ao crescimento da demanda enquanto a oferta permanece estagnada, um processo identificado faz tempo, enquanto as autoridades ainda sonham com investidores estrangeiros que paguem a conta, mas não aparecem. Fica o alerta, mais um, e com ele a esperança de que os acontecimentos recentes em Belo Horizonte finalmente despertem a consciência de quem tem obrigação de tomar providências e oferecer respostas. Para que “mobilidade”, palavrinha tão importante quanto esquecida, volte a ser palavra de ordem.

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