COTAÇÃO DE 23 A 25/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6270

VENDA: R$5,6270

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,8030

EURO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,6750

OURO NY

U$1.792,47

OURO BM&F (g)

R$327,87 (g)

BOVESPA

-1,34

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião

EDITORIAL | Porteiras abertas

COMPARTILHE

Crédito: Freepik

Já nas manifestações de rua em 2013, possivelmente dentre as maiores acontecidas no País, surgiram, pelo menos nas aparências, sinais de que esgotara a paciência de boa parte da população com relação à corrupção no País. Com o distanciamento que só o tempo propicia, as conclusões podem ser bem diversas e, considerada a sequência dos acontecimentos, é de se indagar onde andariam as legiões de devotos do juiz Sergio Moro, apresentado como uma espécie de salvador da pátria, os mesmos que iam às ruas, fantasiados de verde-amarelo, exigindo o fim da corrupção e dos corruptos, que na cadeia pagariam seus pecados.

Foi neste clima, em que se anunciava a chegada de um novo tempo, que o atual presidente da República encontrou mote e espaço para sua campanha, dizendo e repetindo que, se eleito, a nova política voltaria a ser sinônimo de bons princípios e melhores propósitos. Não é dele, que acaba de repetir na ONU que no seu governo não existe corrupção, que queremos falar. O processo na realidade é bem maior e mais complexo, permeia todo o setor público, variando talvez apenas na escala. Presentemente, a pandemia e seus desdobramentos no campo médico-farmacêutico, é o melhor exemplo do que estamos tentando demonstrar.

PUBLICIDADE

Igualmente grave é que os manifestantes, aqueles indignados com a corrupção e que tentavam replicar a ideia de que um único partido político era o culpado de todos os males, desapareceram quando deveriam se fazer ouvir, ainda com mais força, para denunciar o desmonte que está sendo promovido no sentido de dar fim a tudo que foi feito, ou tentado, para conter a corrupção e acabar com a impunidade.

Não falamos da Operação Lava Jato, enterrada uma vez cumprido seu objetivo mais verdadeiro, e sim procurando chamar atenção para decisões que vêm sendo tomadas no âmbito do Legislativo, que em última análise significam abrir de todo as porteiras para a corrupção e ao mesmo tempo jogar fora as chaves das cadeias.

Tudo tratado discretamente como convém e inclusive sem espaço para manchetes que denunciem a volta do passado, como o indisfarçável apetite de políticos que legislam em causa própria, de maneira a fazer com que seja praticamente impossível provar, por exemplo, desvios de dinheiro público ou a origem e destino de valores que correm paralelo às campanhas políticas, dos quais não se espera recibo assinado e com firma reconhecida.

O que parece cada dia mais fácil de constatar é que também nesse campo o Brasil andou em círculos, repetindo um roteiro já bem conhecido para, tristemente, não sair do lugar.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!