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Opinião

EDITORIAL | Raposas no galinheiro

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Crédito: Pixabay
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Na semana que passou, enquanto o Brasil parecia muito próximo de um incêndio incontrolável e todas as atenções pareciam voltadas para os movimentos do presidente Bolsonaro e seus desdobramentos, poucos foram os que deram atenção ao que se passava na Câmara dos Deputados.

Resumindo, os senhores deputados resolveram aprovar mudanças na legislação eleitoral, tocando em pontos críticos que, se aprovados também pelo Senado até o próximo dia 2, valerão já para a eleição do próximo ano. Mesmo para quem está acostumado com os desatinos perpetrados pelo parlamento, a dose dessa vez pareceu um tanto exagerada.

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Resumindo um calhamaço de centenas de páginas que deve ter sido lido por poucos, a Câmara resolveu tomar a si obrigações e deveres que são do âmbito da Justiça Eleitoral, a começar do ponto que evidentemente lhes é mais sensível, o controle sobre as gordas verbas com que contam os partidos políticos.

Se o Senado concordar, e felizmente existem dúvidas a respeito, virtualmente ficarão extintas as prestações de contas que, mesmo precariamente, impõem algum limite, cabendo aos partidos arbitrar seus gastos, sob o pretexto de que seriam situações de emergência. Como já foi dito, ficará ainda mais claro que as raposas assumiram o controle do galinheiro, mesmo que uma gorda fatia do dinheiro que lhes cabe saia do dos bolsos dos contribuintes.

A ninguém de bom senso escapa, ainda mais a partir do que tem sido visto nos últimos dias, que para o País retornar ao desejável e necessário equilíbrio, a primeira das grandes tarefas será justamente a reforma política, assunto velho e encardido mas deixado de lado exatamente para que o controle da esfera pública possa permanecer como está.

Ou piorar, conforme demonstrado nas mudanças que estão em discussão ou à simples constatação de que em cada uma das eleições realizadas desde a redemocratização, as regras foram modificadas e sempre para pior, evidentemente.

Mantidas as decisões tomadas na Câmara dos Deputados na semana passada, em meio a uma crise cujas proporções não têm paralelo no período republicano, recuperar o prumo será ainda mais difícil porque os espaços para renovação e transformação, no rumo de tudo aquilo que é essencial à vida em sociedade, num contexto legítimo de harmonia e liberdade, estará mais distante, porque controlado por um sistema que diz se apoiar em valores democráticos, mas na realidade deles se apropria para servir-se e não para servir à coletividade, identificando seus valores e suas demandas para traduzi-los da melhor maneira na gestão pública. Enxergar a realidade nos faz perceber o quanto estamos distante desse ideal.

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