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Opinião

EDITORIAL | Respostas mais ágeis

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Crédito: REUTERS/Mariana Greif

Por enquanto tudo parece imponderável. De certo mesmo, já afirmam os estudiosos, é que a nova variante da Covid-19, Ômicron, apresenta aspectos inéditos, tanto na capacidade de propagação, além de variações que também ocorrem de maneira inédita. Apesar do rápido avanço, com algumas autoridades sanitárias chegando a afirmar que muito provavelmente a Ômicron já se espalhou pelo planeta, surgem também sinais de que seu poder letal seria menor.

De qualquer forma, e como já foi dito aqui, os alarmes estão acionados, de forma mais contundente em países europeus enquanto no Brasil, e felizmente, governos nas três esferas e o Ministério da Saúde dão sinais de que estão sendo mais ágeis no que toca a ações preventivas. 

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Chama atenção, nesse contexto, que já no final de semana foram impostas restrições ao desembarque no País de viajantes vindos de países africanos onde os casos confirmados apresentam maior volume, enquanto na segunda-feira foi confirmada a importação, para o próximo ano, de mais cem milhões de doses. Em algumas cidades, dentre as quais Belo Horizonte, já foi confirmada a suspensão de festividades públicas na passagem de ano e nestas mesmas cidades a realização do Carnaval está condicionada à evolução dos acontecimentos.

Por elementar, aprendemos que é melhor prevenir que remediar, o que significa, para os países mais avançados no processo de vacinação, manter as medidas de cautela, como o uso de máscaras. E caberia reavaliar, muito especialmente no caso brasileiro e mesmo que já no final de temporada, a reabertura, sem restrições, dos estádios de futebol, além de outras situações que implicam riscos. Outra questão, esta de grave e evidente risco, a considerar é a baixa cobertura vacinal que acontece até mesmo em alguns países europeus e é alarmante na África.

Resta aos países mais desenvolvidos – e ricos – entenderem, pragmaticamente, que este é um risco que bate nas suas portas e que certamente não será resolvido apenas com o fechamento de aeroportos. É o que a China parece ter compreendido com o anúncio, feito também na última segunda-feira, de que se dispõe a doar até um bilhão de doses de vacinas aos países do continente africano. Na realidade este tipo de ajuda deveria ser somente o começo, marcando transformações mais amplas, tendo como marco a derrota da pandemia.

Será, devemos esperar e acreditar, de traduzir em ações corretivas o entendimento de que os acontecimentos dos últimos dois anos e suas consequências têm muito a ver com a pobreza e a desigualdade que ironicamente acabaram se transformando numa ameaça também aos ricos.

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