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Crédito: David Alves/ Divulgação

Faz tempo que empresários brasileiros vêm alertando para o processo de desindustrialização que o País enfrenta e que, ao contrário do que ocorre nos países desenvolvidos, em que as áreas de serviços passam a ser as mais fortes na economia, este não é um sinal positivo. Significa empobrecimento, perda de empregos de qualidade, da capacidade de inovar e de criar, de competir em escala global, numa regressão que, em termos comparativos, já nos remete de volta ao século passado.

Desse fato nos dá sinal mais uma vez o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao registrar que nos últimos doze meses a indústria brasileira encolheu o equivalente a 2,3% em relação a igual período anterior, embora tenha crescido 0,8% no mês em agosto, depois de três meses de quedas consecutivas e ainda assim puxada pela extração de minério de ferro e de petróleo. Para um estudioso, professor da UFRJ, o diagnóstico é de que o País sofre do que chama de “anemia industrial”, decorrente da falta de competitividade e dinamismo da economia em geral. Reverter este quadro será demorado e não será fácil, resume o estudioso.

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A divulgação desses dados coincidiu, semana passada, com o lançamento da Frente Parlamentar da Indústria e do Comércio, na Assembleia Legislativa de Minas. Na ocasião, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, alertou que o setor está perdendo competitividade, situação que para ele só será modificada como menor intervenção do Estado na economia e com um vasto processo de simplificação e desburocratização. Frisando que é urgente diminuir o tamanho do Estado, lembrou que, mesmo num contexto de penúria, como o atual, seria possível abolir regulamentos já superados pelo tempo e que só atrapalham. Para ele, é fundamental não perder de vista que é a força do empreendedor e sua capacidade de gerar empregos que produzirão a alavancagem tão aguardada.

Para o deputado Dalmo Ribeiro (PSDB), que pediu a solicitação, seu objetivo na busca de aproximação com o setor privado é gerar uma pauta proativa e assim, um ambiente de negócios propício ao crescimento. De fato, a interlocução e o entendimento entre os setores público e privado são passos essenciais na direção das mudanças reclamadas, tarefa em que a Frente recém-criada pode ser elemento fundamental. E começando por reconhecer que as estatísticas – e antes a mera observação da realidade que nos cerca – são indicativas de empobrecimento e de involução, claramente percebida no desempenho da indústria que, em Minas, por força das características da economia regional, tem sofrido mais que no restante do País.

Como disse na ocasião o industrial Flávio Roscoe, esta atitude significa olhar o futuro e cuidar de fazer com que ele seja melhor que os prognósticos feitos a partir da avaliação da realidade atual.

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