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Opinião
Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

Morta e enterrada, nos parece aceitável afirmar que a Operação Lava Jato, ao contrário do que se afirmava, não produziu os resultados desejáveis, do ponto de vista da maioria da população. Serviu sim, e muito bem, aos interesses que manipularam e conduziram os acontecimentos, enquanto o combate à corrupção voltou a ser apenas retórica e os acusados, a maioria pelo menos, continuam vivendo na mais santa paz. Tudo indica, com os bolsos bem fornidos. Como disse certa ocasião um estudioso de renome, o tempo da história é diferente, mais lento, o que significa dizer que nós, viventes, veremos a política tomar rumo e os políticos juízo.

São lembranças e reflexões que nos ocorrem a propósito de fatos mais recentes, as irregularidades, gravíssimas irregularidades, muito provavelmente criminosas, em que foi pilhada a Prevent Senior, uma das grandes operadoras de planos de saúde complementar em São Paulo. A empresa, que tem cerca de meio milhão de dependentes, e seus dirigentes estão no centro dos acontecimentos, sendo possível que seu destino seja o encerramento das atividades. Mais desemprego, maiores perdas econômicas e desabrigo para os assistidos, estes pelo menos livres dos riscos que aparentemente correram.

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Empresas não cometem crimes, criminosos, não raro, são seus dirigentes e, como alguns disseram nos tempos de glória da Lava Jato, era preciso pôr foco nos CPFs e deixar de lado os CNPJs, na verdade cuidar de protegê-los, inclusive dos maus empresários. É de se indagar quanto terá custado ao País a não observância dessa regra elementar e o que terá significado, em termos econômicos, o colapso de algumas das maiores empresas brasileiras de construção e de tantas outras. Muito provavelmente, o maior dos prejuízos provocado pela, felizmente também finada, República de Curitiba.

Mais uma vez, embora agora num caso que aparenta ser isolado, estamos diante da mesma situação. O que se espera, o que se deseja, é que os crimes cometidos sejam apurados, fornecendo elementos para processos bem construídos e, ao final, condenações exemplares, conforme dita a lei.  Em síntese, nada que guarde semelhança com o passado recente e espetaculoso, principalmente no que toca à preservação das atividades da Prevent Senior, evidentemente entregue a mãos confiáveis, garantidos assim empregos, renda, serviços e impostos que de alguma forma ajudam a manter o Brasil de pé.

O que não se pode imaginar, muito menos aceitar, é que os mesmos erros sejam repetidos, na forma apontada acima.

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