COTAÇÃO DE 23 A 25/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6270

VENDA: R$5,6270

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,8030

EURO

COMPRA: R$5,6730

VENDA: R$5,6750

OURO NY

U$1.792,47

OURO BM&F (g)

R$327,87 (g)

BOVESPA

-1,34

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião
Crédito: USP Imagens

Estimativas da Receita Federal apontam que pelo menos 48% dos cigarros consumidos no Brasil são contrabandeados e vendidos ilegalmente, o que representa um prejuízo direto, de ordem tributária, já superior a R$ 100 bilhões ao ano.

Os números são conhecidos assim como o modus operandi dessa indústria bilionária que atua a partir do Paraguai sem que o governo local tome qualquer atitude para coibir os abusos verificados.

PUBLICIDADE

Pior, sem que também o governo brasileiro não vá além de eventuais operações policiais, fechando os olhos às irregularidades que deveriam estar sendo tratadas em outras esferas, políticas e diplomáticas, e naturalmente considerando mais amplamente que o vizinho país transformou o contrabando para o Brasil – de drogas a eletrônicos, passando por quinquilharias chinesas – em sua principal atividade econômica.

Na realidade, tudo isso sugere algum tipo de conluio, de associação para o crime.

Estudos recentes, da Organização Mundial de Saúde, colocam o Brasil entre os países que tiveram os melhores resultados em programas destinados à redução do tabagismo. Segundo estes estudos, houve queda de 40% no hábito de fumar nos últimos dez anos.

Fato a comemorar, porém com a ressalva de que entre jovens o mau hábito continua presente e em crescimento, enquanto os próprios dados levantados pela OMS podem ser em termos questionados, uma vez que não há como medir o destino dos cigarros contrabandeados, que não são mais finos – supostamente – que produtos de origem norte-americana ou europeia, e sim lixo produzido sem qualquer cuidado ou controle, representando dessa forma riscos ainda maiores para os consumidores.

Alarmados com os dados da Receita e da Polícia Federal, talvez assustados com o desembaraço dos contrabandistas, de um e de outro lado da fronteira, o novo governo brasileiro anuncia disposição de reagir. E a forma escolhida, ou em estudos, é bastante curiosa.

Trata-se de reduzir a tributação dos cigarros produzidos e comercializados regularmente no País, tornando assim, por suposto, mais equilibrada a concorrência com o contrabando.

No Paraguai, onde a rigor não existe qualquer controle, os cigarros são taxados em 16%, enquanto no Brasil a tributação chega perto dos 80%. Se a ideia prosperar, o que parece improvável, continuará sendo uma concorrência bastante difícil, cujos custos e prejuízos, nunca será demais lembrar, não podem deixar de incluir a saúde pública, que paga pelo tratamento das vítimas dos cigarros, além dos danos colaterais representados por mortes prematuras, perdas no trabalho, etc.

Eis o tamanho do problema que para ser abordado com alguma chance de sucesso, deveria começar com um aperto, bastante duro, no Paraguai.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!