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Crédito: Pexels

Sebastião Alvino Colomarte*

Muito se tem discutido os feitos catastróficos da pandemia de Covid-19 sobre a economia, que vem disseminando empresas e empregos no País, já que o isolamento social foi a única alternativa viável encontrada para conter a proliferação do vírus e evitar o colapso completo do sistema de saúde brasileiro, além de reduzir os índices de mortandade da doença.

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Antes de tudo, é bom deixar bem claro que a prioridade zero neste momento é, sem sobra de dúvida, a preservação da vida.

Em relação ao emprego, sua recuperação está intimamente ligada às condições econômicas das empresas, fragilizadas com o isolamento social, e a manutenção de investimentos públicos.

O governo federal tem elencado algumas medidas para manter o mínimo de dignidade de mais de 50 milhões de brasileiros que, de uma hora para outra, viram-se impedidos de gerar fonte de renda. As gigantescas filas em busca do auxílio de R$ 600 mostra quão caótica está nossa economia.

A oferta de crédito especial para as micro e pequenas empresas e as modificações emergenciais nas normas das relações trabalhistas, entre outras medidas, podem dar fôlego a esses empreendimentos. Essas ações visam estancar o desemprego e tornar plausível a criação de novos postos de trabalho.

Para a retomada econômica, que esperamos seja o mais breve possível, o mercado de trabalho deve absorver, além dos milhares de trabalhadores que perderam seus empregos, um grande contingente de jovens sem oportunidades. Se antes desta crise pandêmica era difícil para esses jovens conseguirem uma oportunidade, agora a situação complicou um pouco.

A inclusão do jovem no mercado de trabalho proporciona crescimento, aprendizado, autoconfiança e, principalmente, responsabilidade profissional e pessoal.

Além disso, a receita gerada por eles sejam como estagiários ou como aprendizes, acabam por complementar a renda familiar neste momento crítico. Outro ponto, esses jovens poderão ser muito úteis para colaborar na expansão dos negócios pós-crise.

O Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG), que atua há 40 anos em todo o território mineiro, proporciona oportunidades de ingresso no mercado de trabalho para estudantes e jovens, através dos programas de estágio e de aprendizagem. Atualmente a instituição atende cerca de 10 mil estudantes do ensino médio, técnico e de educação superior com o seu Programa Estágios. Já o Programa

Aprendiz Legal, beneficia hoje cerca de mil jovens que estão sob contratos nas empresas parceiras e em processo de formação na instituição.

Entendo que a atividade de estágio para estudantes e o programa de aprendizagem, para jovens entre 14 a 24 anos, são instrumentos de cunho social que podem ajudar os jovens a conquistar um espaço no mercado de trabalho.

No Programa de Estágio, o estudante pode fazer jus a uma bolsa-auxílio definida pela empresa contratante. Já, por lei, os aprendizes devem ser contratados pelo prazo máximo de dois anos, recebendo como salário um salário mínimo proporcional às horas trabalhadas.

Considero que este é o momento de o empresariado lembrar que existe uma multidão de jovens ávidos por uma oportunidade no mercado de trabalho.

Ao oferecer uma alternativa de renda e formação profissional para estudantes estagiários ou aprendizes de forma sustentável, o CIEE/MG, com a ajuda das empresas e entidades parceiras contratantes desses jovens, entende que empresas e entidades, seja privadas ou públicas, estarão alavancando o consumo de bens e serviços das famílias; reduzindo a evasão escolar e contribuindo para minimizar o alto índice de desemprego verificado nessa parcela da população brasileira.

*Professor e diretor-presidente do Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG)

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