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Opinião

ESG depende de cooperação na sociedade

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ESG - Environmental, Social and Corporate
Crédito: Pexels
*Reitora da Faculdade SKEMA, Doutora em Ciências da Gestão pela Universidade de Caen Basse Normandie
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Mais que lucrar. No mundo dos negócios baseado no conceito da experiência, a responsabilidade socioambiental e o posicionamento das empresas são tão importantes quanto a qualidade de seus produtos e serviços. É que a performance de cuidado com as pessoas e com a natureza interfere na decisão de compra dos consumidores contemporâneos.

O cidadão responsável já sabe que o mundo corre perigo e não deseja ter à mesa um suco que ameace o futuro. Seja porque foi feito com alimento transgênico ou usou mão obra infantil. Mas a febre ESG não se resume apenas ao comportamento social consciente. O mercado tem sido o maior fomentador de práticas ESG.

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Investidores sabem que os formatos atuais de produção já colapsaram nosso sistema mundial e precisamos reverter este modelo urgentemente.

Apesar da discussão sobre governança socioambiental responsável por ter crescido nos últimos anos, os conceitos ainda circulam em grupos muitos restritos. Para democratizar este urgente debate, começo pela definição. O que é de fato ESG?

Do inglês, Environmental, Social and Corporate Governance. Traduzido, práticas ambientais, sociais e de governança que norteiam as organizações. Para ser ESG, uma empresa precisa ter iniciativas para proteger os recursos naturais, reduzir a emissão de poluentes e impactar positivamente o meio ambiente. Também é necessário ser engajada socialmente, o que engloba desde políticas de diversidade para o ambiente de trabalho até projetos para reduzir a desigualdade na sociedade.

Por fim, ela deve cuidar da lisura dos processos corporativos, garantindo a independência do conselho de administração e investindo em mecanismos para impedir casos de corrupção, discriminação e assédio. A ESG nada mais é que a vivência consciente e decente dos negócios por meio da construção de um clima de governança saudável para o mundo.

Curioso como o cenário da pandemia potencializou as transformações positivas em ESG. A Covid-19 amplificou o discurso da urgência da mudança de um modelo de consumo consciente e responsável. E os impactos do coronavírus na economia fomentaram a reflexão especialmente em um ambiente ainda pouco explorado, a educação superior.

Modelos de negócios tradicionais esfacelaram-se e formas incomuns até então passaram a sustentar a macroeconomia. Metodologias seculares foram irreversivelmente transformadas. E o perfil e lugar do líder ainda estão sendo redesenhados. Nesse sentido, nós, educadores temos um papel ainda mais importante na conscientização e treinamento dos jovens para adotar um comportamento ESG responsável em suas vidas profissionais futuras.

A transformação cultural das instituições educacionais está em andamento. Urge um renascimento nas práticas educacionais em que os próprios métodos de aprendizagem contribuam para um mundo sustentável e mais justo. Lideranças globais devem ser antes cidadãos responsáveis e formados por vivências e interações criativas, éticas, múltiplas e transversais que podem ser mediadas pela tecnologia, mas são incrementadas pela inteligência natural humana. 

E quais seriam especificamente os papéis do ecossistema educativo para a formação de um líder ESG? Acredito que sejam muitos, resumo os principais abaixo:

Informar: Professores têm função de apresentar todas as novidades teóricas relativas a ESG aos alunos de forma transversal para que os conceitos sejam aplicados ao longo de toda sua jornada de formação.

Estimular: Faculdade, coordenação e corpo docente precisam ser ESG além de ter projetos estruturados de ESG aplicáveis às realidades locais acadêmicas tais como em empresas juniores e ainda dentro das faculdades mesmo. Isso sem contar com projetos elaborados pelos próprios alunos.

Tutelar: Todas as ações e projetos em ESG dentro e fora da comunidade acadêmica precisam ser monitorados pela faculdade e empresas parceiras que devem promover tutela partilhada para intercâmbio de saberes.

Pesquisar/Investigar: São amplas as pesquisas, compilações e análise de dados sobre ESG e é papel das instituições de ensino modelar, analisar e propor caminhos para que a ESG esteja em pelo crescimento.

Muitos são e serão os desafios da ESG, especialmente em mercados de economia emergentes, como é o caso brasileiro. Obviamente, a mudança cultural desta prática econômica requer participação de cada ator da sociedade, como organizações públicas e privadas e cidadãos.

Cada um tem suas responsabilidades e é o comprometimento com elas que vai compensar a falta de regras para a governança global que vem destruindo nosso planeta. Portanto, a ESG não se trata de uma estratégia empresarial, apenas. Ela precisa ser uma mudança de mentalidade geral em que o grande desafio é que todos ajam para criar impactos positivos nos desafios da mudança climática e do desenvolvimento sustentável das sociedades. E isso só se dará com confiança e cooperação de toda a sociedade.

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