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Opinião
Crédito: CHARLES SILVA DUARTE/Arquivo dc

Andre Kamkhaji e Maurice Kattan *

O crescimento negativo do PIB no primeiro trimestre de 2019 indica que o País pode entrar em recessão técnica até o fim desse semestre. Dada a necessidade de estimular o consumo, o governo provavelmente realizará novos cortes na taxa básica de juros, a Selic.

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Alguns títulos públicos do Tesouro Direto têm seu potencial de rentabilidade diretamente associado à taxa básica de juros. É o caso, por exemplo, do próprio Tesouro Selic: quando a Selic aumenta, os retornos desse título também sobem. Quando, no entanto, ela se mantém baixa, como vem ocorrendo desde 2018, esse investimento torna-se menos atraente.

A Caderneta de Poupança também é afetada pelas oscilações da taxa básica de juros. Quanto mais baixa a Selic, menor é o rendimento dessa aplicação.

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que é emitido e utilizado apenas entre os bancos nos empréstimos de curtíssimo prazo, tem seu valor fixado com base nos juros praticados. Ou seja, ele é a taxa Selic Over. Por isso, a taxa Selic e o CDI sempre são próximos.

Basicamente, os empréstimos são feitos com base na Selic e recebidos em CDI. Essa vinculação faz com que sejam sempre semelhantes, justamente para não gerar operações de lucratividade ou prejuízos.

Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Câmbio (LC), Certificado de Depósito Bancário (CDB), Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Debêntures também tendem a se desvalorizar com a queda da taxa Selic.

Esse cenário, somado à possibilidade de ocorrerem novos cortes da Selic, indica boas possibilidades de haver maior valorização de curto prazo para os fundos imobiliários (FIIs). Historicamente, eles seguem a tendência inversa à do comportamento dos juros.

Se esse movimento ocorrer de fato, será o segundo ano consecutivo de valorização dos FIIs, que em 2018 alcançou seu melhor momento em relação ao número de investidores, à liquidez e ao valor de mercado.

Mais do que nunca, é essencial que os investidores não apostem todas as fichas em um único ativo. O mercado está incerto e volátil, e a diversificação da carteira é a atitude mais recomendada nesse tipo de situação.

  • Sócios-diretores da Union National
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