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CESAR VANUCCI *

“O espírito humano é que nem o paraquedas. Só funciona aberto.” (Jacques Bergier e Louis Pauwells, autores do clássico “O despertar dos mágicos”)

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Retomo a narrativa, iniciada no papo anterior, acerca do emprego de energias sutis em procedimentos terapêuticos, com foco numa extraordinária figura do Episcopado, o saudoso Arcebispo Alexandre Gonçalves Amaral, personagem provido de dons muito especiais no que concerne à imposição de mãos e o emprego de hipnotismo com propósitos de cura.

Fui testemunha ocular de um caso inusitado. Uma freira da ordem dominicana, com inchação descomunal na face, às voltas com dolorosíssima infecção dentária que lhe arrancava gemidos ao mais leve sopro de vento, recorreu aos préstimos do prelado.

Alexandre acompanhou-a, para um atendimento especial, ao consultório odontológico do doutor Adão Champs, na rua do Comércio, Uberaba. Colocada em transe hipnótico em curtíssima fração de tempo, a freirinha foi submetida, na mesma hora, a tratamento complexo que se arrastou por um bocado de tempo e, que à primeira vista, parecia destituído de qualquer viabilidade. A paciente não esboçou o menor sinal de sofrimento no curso do extenuante processo terapêutico. E o melhor da história: deixou a cadeira do dentista liberta do mal que a afligia.

Outra modalidade instigante contemplada nessa lida de Alexandre com as energias sutis consistia na imposição de mãos para provocar a insensibilidade de partes corporais. Com um simples toque, conseguia anestesiar de verdade uma região determinada do corpo da pessoa envolvida na experiência, a ponto de se poder até mergulhar ali uma agulha pontiaguda.




Mantida consciente, a pessoa não denotava desconforto, temor ou incômodo. Valendo-se desses preciosos dons, ou, como talvez preferisse dizer, aplicando essas técnicas, o Bispo “tratou” com êxito pacientes tabagistas, alcoólicos e vítimas de outros flagelos. Concorreu para que fossem melhoradas as condições físicas, psicológicas e mentais de numerosos viventes.

Sabendo de meu interesse pelos fenômenos extra-sensoriais e estudos de ufologia, Alexandre convocou-me, em inúmeras ocasiões, para uma troca de ideias sobre esses assuntos. Batemos animados papos a respeito de discos voadores, da possibilidade de vida inteligente fora do planeta e de outras ocorrências inexplicáveis que eu, pessoalmente, costumo enquadrar como itens integrantes do assim chamado Realismo Fantástico, tomando emprestada definição cunhada por Jacques Bergier e Louis Pauwells.

Em duas vezes, uma delas na Academia de Letras do Triângulo Mineiro, ele patrocinou exposições minhas para falar de discos voadores. Aproveitei a chance para contar tudo que reuni sobre o intrigante tema e que andei colocando na televisão, no extinto CBH, em programas semanais, ao longo de oito anos.

As informações e opiniões recolhidas sobre a extensa casuística do fenômeno, as teses debatidas pelos pesquisadores quanto às origens e significado das estranhas aparições frequentavam com constância nossos amistosos colóquios.

Mantive-me sempre atento, à espera de argumentos seus que se contrapusessem às opiniões que expendia. Isso sucedeu em número de vezes muito menor do que podia a princípio supor. Nesses instantes, projetou-se claro aos meus olhos e entendimento o paternal empenho de Alexandre em corrigir uma que outra interpretação dada por mim aos fatos e que, em seu modo de ver, não pareciam apropriadas.

O espírito de Alexandre permanecia sempre aberto. Como os autores acima citados, ele sabia muito bem que o espírito humano é que nem o paraquedas. Só funciona quando aberto.

  • Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)
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