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Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Alexander Brasil*

Escolha é o que define o livre mercado, que está em voga nos últimos anos. Teóricos afirmam que o sistema é o mais eficiente para gerar riqueza e combater a pobreza.

O livre mercado é o sistema onde agentes econômicos são livres, com mínima intervenção do Estado e as atitudes dos indivíduos respeitam a transferência de dinheiro, bens e serviços de maneira voluntária. E também caracterizada pela baixa burocracia.

Grande parte da produção econômica é gerada pela iniciativa privada neste modelo. A indústria, o comércio e a prestação de serviços são controlados pela iniciativa privada, por exemplo. Assim, é o setor privado quem dispõe dos meios de produção em sua maioria.

Um dos maiores nomes deste modelo foi Ludwig von Mises,  austríaco  defensor da concorrência inteiramente livre e não regulamentação das instituições.

Sem a tutela do governo  as empresas podem competir e o próprio mercado iria remodelar o setor. Sem as regulamentações, tributos, registros, leis e controles de preços o setor privado iria ele mesmo se moldar e ser mais concorrente.

A ideia é a competição livre entre os diversos fornecedores leve à queda do preço das mercadorias e serviços. Além disso, também aumenta as inovações tecnológicas da área. Isso porque cada comerciante precisaria se mostrar mais interessante para os clientes.

De acordo com a lógica do livre mercado, os outros estabelecimentos baixaram o preço e fariam o primeiro açougue a baixar também.  Seja no preço, na qualidade do produto ou em uma promoção, cada vendedor buscaria formas para alcançar o seu objetivo: o lucro.

Entre o livre mercado e o mercado de estado há também um meio termo. Os sistemas econômicos mistos são uma harmonização entre os dois modelos onde o modelo misto – usado em muitos países  –  busca encontrar um equilíbrio entre as características de um sistema e de outro.

*Advogado