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Os (muitos) sinais da Natureza

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Crédito: Divulgação

“Precisamos acordar para a crise hídrica.”

(Petteri Taalas, da Organização Meteorológica Mundial)

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É abundante a sinalização de zanga da Natureza quanto aos desatinos praticados pelo ser humano contra os sistemas que asseguram equilíbrio ecológico e a própria sobrevivência neste cantinho azul da vastidão cósmica.

A cada momento que passa o ritmo dos sinais se torna mais célere, aumentando os temores relativos à possibilidade de catástrofes inimagináveis.  Os sinais, bastante ruidosos, carecem ser melhor observados e escutados com atenção. Mudanças climáticas inesperadas, abalos sísmicos, tsunamis, erupções vulcânicas súbitas, elevação do nível das águas oceânicas, degelos, alterações inexplicáveis nas rotas migratórias de diferentes espécies de animais, aquecimento global, extinção de nascentes de rios e esvaziamento de reservatórios, adelgaçamento constante da camada de ozônio que recobre a superfície terrestre: aí estão, entre outras, manifestações inquietantes de modificações nefastas registradas em tudo quanto é área do planeta, agredindo o meio ambiente.

Faz todo sentido cientistas, ambientalistas, lideranças providas de lucidez de espírito e bom senso acionarem mecanismos de alerta a respeito do que rola por aí afora. É triste e dramático perceber que as oportunas e sensatas advertências costumam encontrar dificuldades intransponíveis para romper a blindagem da ignorância, indiferença, má-fé, ditadas muitas vezes por ganância argentária, das poderosas forças negacionistas espalhadas pelo mundo, comprometidas com o trasanteontem da história, em desafio escancarado à celebração da vida.

Dias passados, mais um lampejo de esperança brotou nos corações das pessoas, ao tomarmos conhecimento de uma nova iniciativa bem intencionada articulada por segmentos comunitários respeitáveis, visivelmente preocupados com o desvario que grassa solto. Convidados por Francisco, o Papa providencial, líderes influentes de todas as confissões religiosas firmaram um pacto, numa das mais significativas demonstrações ecumênicas de todos os tempos, no sentido do desenvolvimento de ações à volta da inquietante problemática.

As revelações vindas a seguir apontam coisas aterrorizantes que poderão acontecer em futuro não tão distante assim, caso os habitantes da Terra persistam nas práticas autodestrutivas que hoje prevalecem na relação com o meio ambiente e não se disponham a se reconectar, como propõem as lideranças religiosas, com sua humanidade.

Estudo da Organização Meteorológica Mundial mostra que as enchentes e secas estão aumentando assustadoramente por causa das mudanças climáticas. Na cadência atual, o planeta pode chegar ao ano de 2050 com mais de 5 bilhões de pessoas enfrentando dificuldades de acesso à água. Em 2018, já eram, por sinal, mais de 3,5 bilhões. Mais de 2 bilhões de pessoas vivem em países de perene escassez hídrica. Água potável é “artigo de luxo”.

Os números chocantes do relatório da Organização Meteorológica Mundial foram colhidos com contribuições de mais de 20 entidades internacionais, agências de desenvolvimento e instituições científicas.

Os pesquisadores frisaram: enchentes e secas estão aumentando por causa das mudanças climáticas. Desde o ano 2000, os desastres provocados por inundações cresceram mais de 130% em comparação com as duas décadas anteriores. E a quantidade e a duração das secas cresceram quase 30% no período. Em mapa que mostra as áreas que mais perderam água, o Brasil figura entre os países mais afetados. O secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial, Petteri Taalas, é taxativo: “Precisamos acordar para a iminente crise hídrica”. Mostrou grande preocupação com a Amazônia. “O principal desafio na região amazônica é o desmatamento das áreas de floresta tropical, e isso deve parar. Esse é um dos fatores que estão contribuindo para o aumento do dióxido de carbono em todo o mundo. É um risco para todo o ecossistema”, explicou.

*Jornalista ([email protected])
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